Artigo: O outro lado da decisão

2014-01-02T10:21:18+00:0002 janeiro, 2014|

ficha-limpa-no-carnaval-2012-pelicano-humor-politicoComecemos pelo carnaval, que se aproxima. Há nele a possibilidade de inversão de papéis. A carnavalização consiste em inverter a ordem e, por isso, ninguém acha muito estranho que homens sisudos se vistam de mulher e desfilem na “Gaiola das Loucas”, ou no bloco “As meninas”. Se isso for feito durante outros períodos do ano vai causar estranhamento. O carnaval é momento próprio para extravasar, desde que de modo bem humorado.

Se pudéssemos ampliar o conceito de carnaval e colocá-lo sobre a sociedade humana durante o período de um ano, não seria estranho constatar que há inversões de papéis, de valores e de muitas coisas no modo de pensar, agir e ver as coisas. Fazer humor não é restrito aos carnavalescos. Com ele, e sem querer ofender ninguém, é possível ver o rosto por trás das máscaras.

Bendito seja o ano eleitoral, no qual os políticos pintam a máscara da santidade e vestem sua melhor roupa para parecem os melhores ante os incautos. Que rosto usar junto aos eleitores? Dúvida atroz que leva muitos candidatos a ensaiar falas, a meditar sobre frases, a escolher discursos e estratégias. Não é fácil a escolha, o recurso é contratar profissionais da área da propaganda.

Sim, numa campanha eleitoral é preciso vender a imagem mais do que produto. Esconder o superfaturamento, ou seja, o que vai ser pago aos que dão dinheiro para a campanha em troca de cargos e outras benesses.

Há eleitores desconfiados em todo canto. Meditam sobre as vantagens que o político teria em gastar na campanha mais (e às vezes muito mais) do que vai receber dos vencimentos do cargo. Vender o voto é crime e ponto final. Isso vale para o pequeno e pobre eleitor. É crime e ninguém vai concordar com isso. Trocar o voto por bugiganga nem pensar. Voto é sagrado, já disse, não se vende. Vota-se com a consciência.

Agora, ganhar uma eleição, digamos, para Presidente do Brasil, com dinheiro dos banqueiros e depois determinar a política econômica que afeta milhões de vidas, e favorece o sistema financeiro, pode. Pode sim, desde que seja apresentado ao povo como a melhor política econômica a ser adotada, o rumo certo, para o bem de todos.

Ivanor-ArtigosA fé depositada na Justiça faz muitos a ela acorrerem em busca de direitos. Numa sociedade dita democrática o Poder Judiciário deve ser acionado sempre que se ferir a lei. Principalmente se essa lei ferida estiver prejudicando quem move a ação, e não necessariamente a sociedade como um todo.

Torcer para que a Justiça seja feita é ótimo. Mas não se engane se encontrar quem faz votos para que as coisas piorem. Se isso acontecer aparecerão políticos tentando ganhar espaço em meio ao tumulto. Como no que é humano há mais de um lado, o que é ruim para uns é bom para outros.

A decisão correta da Justiça poderá ter um uso menos correto na mão de alguns, particularmente na grande festa da campanha eleitoral.

Um comentario

  1. Fernando H. Araujo 3 janeiro, 2014 at 11:56 am

    Nós somos sacos de pancada, como bem define o rapper Gabriel, O Pensador. Nada melhor do que o Carnaval para pôr gelo sobre os hematomas. Em 2014, teremos mais gelo para aliviar a dor, com a Copa do Mundo e as Eleições. A gente sempre quer fugir da dor, contrariando aquilo que os Titãs transformaram em música: “Fugir da dor é fugir da própria cura”. Isso é um problema grave.

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