Poucos sabem, os deputados federais tem ao seu dispor, via ato da Câmara dos Deputados a prerrogativa de assegurar no Orçamento da União o equivalente a 15 milhões de reais por ano em emenda parlamentar individual e outros 20 milhões de emendas de bancada. Senadores passam de 20 milhões de reais cada um. Esses recursos ficam contingenciado, ou seja, havendo fluxo financeiro de recursos nos cofres da União, vai liberando as emendas.

Mentira deslavada, as emendas são usada como balcão de negócio mesmo. O governo federal vai liberando a conta cotas para o deputado e senador, observando sua performance no Congresso. É de oposição, adeus. emendas não liberadas. Hoje, mesmo com a emendas as impositivas, dever do governo em liberar, tem endereço certo, a saúde.

Com o corte no orçamento anunciado recentemente pela equipe do governo federal, eis o golpe para emperrar até as emendas impositivas. Liberar emendas, além de ser moeda de troca, trava-se nos Ministérios uma luta de titãs, como encontrar agulha em palheiro.

A nossa bancada federal, desde a posse em 1º de fevereiro, parecem mais figurinha carimbada. Ninguém vê, ninguém sabe, ninguém conhece seus feitos. O salário desses nobres, somado aos benefícios, chegam as cifras de 100 mil reais mensais. Já que desobrigados de registrar o ponto para jornada de trabalho, fosse exigido relatório de atividades para receber seus salários, estariam, todos, sujeitos a devolução. Até o presente momento, não merecem sequer o salário recebido.

São meros fantoches a circular pelos corredores da Câmara Federal e Senado sem saber o que fazer, sem conhecimento para produzir, colhem informações do dia a dia nas comissões permanentes e informações do ocorrido nos Ministérios e fazem notícia em Rondônia como partícipe de seus feitos, como se estivessem trabalhando. Verdadeiros usurpadores de trabalho alheio.

Caetano-NetoA nossa imprensa pobre, hipócrita, medíocre e sedenta de míseros trocados, entrevistam enaltecendo pseudos feitos. Eles, deputados e senadores, verdadeiros analfabetos funcionais revestido de mandato a representar o povo, seguem empurrando os dias, sempre com o mesmo refrão – apresentei sugestão – disse no plenário – encaminhei pedido – estive no Ministério – a prioridade é a transposição. Tudo a um custo de quase 100 mil reais mensais. Pobre país, pobre povo. Na Assembléia Estadual não difere em quase nada, muda apenas o quantitativo de detentores de mandato.

Caetano Neto – Advogado
Presidente da Associação de Defesa dos Direitos da Cidadania – ADDC