mamando nas tetas da prefeituraVamos lá. Vamos a uma análise diferente, inédita. Não vamos recair sobre uma figura em particular, como tenho feito insistentemente com o Zé Rover. O Zé Rover é um político fracassado e, na minha opinião, assim que cair a blindagem que paira sobre ele, tanto ele quanto o seu grupo terão que se explicar às instancias superiores do judiciário, que graças a Deus estão se revelando cada vez mais intolerantes contra essa baixaria política que impera nos rincões do país.

E é ai que entra a nossa análise: por que a prática do crime político e econômico com o dinheiro público é tão fácil, tão permissivo? A resposta é simples: porque a lei permite.Fazendo um adendo: no linguajar político, homens eleitos não roubam. Eles “fazem negócios”. Para eles, para suas ideologias, isso faz sentido, faz muito sentido. “Estamos trabalhando pelo país”, dizem uns. “Estamos trabalhando por Rondônia”, dizem outros. “Estamos trabalhando por Vilhena”, dizem os últimos. Assim, cobrar propina, superfaturar, praticar fisiologismo, negociar cargos, criar cargos comissionados, enfim, tudo é permitido. Tudo em nome de uma causa nobre. Tudo em nome de um projeto de poder – nesse sentido, o mensalão do PT é bem pedagógico.

Nos alegra saber que em Vilhena existe cidadãos de bom senso. Cidadãos que começam a ficar de “saco cheio” com tanta sacanagem. Cidadãos do comércio, da indústria, do funcionalismo público, da alta sociedade, da baixa sociedade, do esporte, da cultura…

Depois de minha última coluna, em que passei um “lápis” sobre a história do partido do prefeito de Vilhena, o Partido Progressista (PP), ocasião em que não lhe deixei alternativa a não ser se assumir como o “Maluf do Cone Sul” (para a nossa desgraça), volto à carga para dizer que o compreendo. É simples. É o sistema. O tal do sistema permite que pessoas roubem, assaltem – e é contra isso que temos de lutar. Temos de lutar contra um ser abstrato: o sistema.

Nesse espaço, não quero acrescentar nada de novo ao debate político-eleitoral. Não quero falar nada do PMDB, DEM, PTB, PP, PSDB e, muito menos, do pior de todos, ao meu ver, o PT. Não se trata disso. Que se f… esses partidos e seus políticos nojentos. E falo isso porque tenho a honra familiar de não pertencer a partidos corruptos – ou seja, de não pertencer a partido algum.

A sustentação do PP (do Maluf e do Zé Rover – antiga ARENA e PDS) ao regime militar é emblemática. O fisiologismo histórico do PMDB é representativo. O oportunismo do DEM (para alguns, “Demônios”) é a simples continuação do seu ideal liberal (ou neo-liberal). E o PT? Esse é o partido da traição do povo.

O que falta em Vilhena – e não poderia faltar – é oposição organizada. Há, na prática, um grupelho colocado no poder com um monte de sanguessugas fisiologistas e puxa-sacos mamando nas tetas férteis e fartas do município. E cadê a oposição? De que adianta uma vereadora e um vereador ficarem bradando contra a situação – mesmo que de forma oportunista, no caso de um deles – se a própria imprensa não lhes dá voz? O problema se instala quando a própria imprensa se submete.

E se a oposição se organizar, qual será o cenário? O mesmo. O grupo hoje no poder já foi oposição, lembram? Como as leis não mudam, o grupo que por ventura acender ao poder vai incorrer nas mesmas práticas. E com o mesmo poder político e econômico, vai submeter todo o sistema ao silêncio. E o povo? Continuará F…

Não pretendo aqui ser momentâneo e personalista. O Zé Rover, como já disse em outra coluna, é apenas a minha anta – uma anta rica e que está ficando milionária na sua curta (espero) trajetória política. O que pretendo é conscientizar os cidadãos de Vilhena de que o crime político, ou seja, a corrupção, só é possível porque nós deixamos. Miramos sempre o Zé Rover e seus salafrários, mas esquecemos desses vereadores que,definitivamente – salvo raras exceções –, trabalham contra a cidade e pelos seus interesses, e que, por sinal, estão ficando todos ricos.

Então é isso: Zé Rover e seu grupo enriquecendo, vereadores enriquecendo e o povo se f…. Tudo isso porque as leis são permissivas. E quem muda as leis municipais? Os vereadores. Então, político corrupto não é a causa: é conseqüência.