Zé Rover, a minha anta! artigo do professor Marcus Fiori

2013-08-19T10:16:41+00:0019 agosto, 2013|

O grupo do Zé Rover f… Vilhena. A economia da cidade parou. O comércio está triste. A indústria patina. A cidade não morre porque têm empreendedores persistentes. Não há apoio, é cada um por si e o município contra todos. Uma das economias mais “badaladas” do Estado se transformou numa economia do contra-cheque. Tudo isso graças ao grupo do Rover. Antes desse grupo ascender ao poder a cidade era melhor, mais efervescente.

[dropcap]O[/dropcap] que se vê em Vilhena são imóveis residenciais à venda. Mais preocupante: imóveis comerciais à venda. No último levantamento que fiz pessoalmente, contei 35 pontos comerciais fechados na principal avenida da cidade. Isso é um indicativo claro de que esse projeto de (dês) governo falhou. Não poderia dar certo. Não poderia ser diferente: paga-se hoje a conta de uma campanha alucinada pela reeleição.

            O projeto do grupo do Zé Rover não situa o ser humano no centro do desenvolvimento. Não promove o potencial das pessoas. Não aumenta as suas possibilidades. Logo, o grupo do Zé Rover contraria o conceito desenvolvimento do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Duvido que alguém no grupo do Zé Rover já tenha ouvido falar em PNUD.

            O que temos, na prática, é uma cidade do desemprego – tenho acompanhado, particularmente, o drama de algumas pessoas bem qualificadas que buscam colocação no mercado de trabalho, mas não encontram vagas. E vejo também empresários “loucos” para contratar, mas que não conseguem fazê-lo. O grupo do Zé Rover falhou no seu projeto de criar empregos, se é que esse grupo um dia já teve algum projeto, além o de eleger o seu fantoche como senador ou como – pasmem – governador.

            O Zé Rover deveria renunciar ao mandato. Isso é uma condição ética, é uma condição de humanidade. Deveria também demover sua esposa de suas pretensões políticas. Isso é uma condição moral. Por quê? Porque o Zé Rover e o seu grupo fez um monte de promessas durante a campanha de eleição e reeleição e não está cumprindo nenhuma.

            O Zé Rover e seu grupo estão surfando na onda alheia. Não tem o que mostrar, tentam ir na onda do “Minha casa, minha vida”, um programa federal com parceria estadual. Quem vê a primeira dama cuidando dos beneficiados e dando-lhes café da manhã, pensa que aquilo é coisa do Zé Rover. Não é.

            O Zé Rover quer surfar também em outra onda: a do asfalto. Asfalto esse feito totalmente pelo governo do Estado. Zé Rover, ou melhor, Vilhena, só entrou com as ruas. O resto é estadual. É pura ilusão pensar que isso é obra do Zé Rover.

            O Zé Rover não faz nada por Vilhena. Contratou um monte de funcionários portariados antes da eleição. Cada portariado significou uma família votando nele. Passada a eleição, e tendo ele sido reeleito, está tratando de demitir esses pobres coitados. Eles foram enganados.

Marcus-Fiori-Artigos

            Justiça seja feita, os problemas de Vilhena não foram inventados por Zé Rover e seu grupo. Claro que eles não inventaram a roda, nem a corrupção, nem a incompetência administrativa. Eles não foram os primeiros a lotar a prefeitura de portariados. Esses problemas existem desde que o Brasil é Brasil, desde que Rondônia é Rondônia e, a bem da verdade, desde que Vilhena é Vilhena. Mas eles – o Zé Rover e o seu grupo – falharam ao manter tudo exatamente como era antes. Eles tinham tudo para melhorar. Até pioraram, em certos aspectos.

            O meu espelho é o ex-colunista de VEJA, Diogo Mainardi. Diante de tanta mediocridade no governo Lula, ele ficou, em sua coluna semanal na revista citada, sistematicamente revelando as verdades e criticando aquele desgoverno. Vou fazer o mesmo de agora em diante. Diante dos desmandos praticados diariamente na cidade onde vivo, pago meus impostos e crio minha família, vou sistematicamente criticar esse desgoverno. Pelo andar da carruagem, não demora muito e terei material suficiente para escrever meu livro. Parafraseando Mainardi, já tenho um título: “Rover, a minha anta”.

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3 comentarios

  1. observador 19 agosto, 2013 at 10:34 am

    acho que vc fumou algo estragado antes de escrever

  2. Espelho 19 agosto, 2013 at 3:23 pm

    Muita demagogia, infelizmente nunca e ninguém sera bom o suficiente, acredito que muitas coisas mudaram, questão de portariados sempre ira existe, talvez o que falta é dar a portaria realmente as pessoas que trabalham e não aqueles que ficam em casa recebendo.

  3. Antonio paulo 19 agosto, 2013 at 3:46 pm

    Muito bem.Espero que vc acerte porque o Mainardi criticava por criticar ou porque trabalhava na veja.O Lula deixou a presidência com 85% de popularidade.E se Zé Rover deixar a prefeitura com essa popularidade?quem vai ficar desacreditado é você.
    Vamos mudar um pouco.”O Rover é minha capivara”.Abraços.

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