O estudante, Hugo Garcia Fonseca Soares, de 19 anos foi preso em flagrante no último dia 27 de fevereiro ao ser abordado por policiais federais na Avenida Imigrantes, em Porto Velho. Com ele, a polícia encontrou um revólver calibre 38. Na época, a Polícia Federal que estava investigando os passos de uma suposta quadrilha, monitorava o carro em que Hugo e mais três homens ocupavam no dia da prisão.
Com bons antecedentes, residência fixa, segundo grau completo e sem passagem pela polícia, Hugo Soares está preso há mais de 40 dias no presídio Pandinha. O pai, Geraldo Fonseca Soares, policial militar, que inicialmente teve o pedido de Liberdade Provisória do filho negado, agora enfrenta a lentidão da justiça que até hoje não julgou o Habeas Corpus (HC) de Hugo para que ele possa responder em liberdade.
“Eu não estou dizendo que meu filho é inocente. Ele estava no lugar errado, com pessoas erradas e com um revólver. Porém meu filho não é esse criminoso, alguém que represente perigo para a sociedade. Ele nunca teve passagem pela polícia e está muito arrependido de andar em más companhias. Meu filho tem uma família sólida, teve bons exemplos dentro de casa e infelizmente cometeu um erro e concordo que ele tenha que pagar pelo seu deslize. Mas mantê-lo preso como um criminoso comum é inaceitável, ele tem os direitos dele”, desabafa o pai.
O processo de Hugo Soares está sendo julgado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e atualmente está nas mãos do Ministério Público, na Procuradoria de Justiça onde aguarda despacho para retornar ao TJ.
Para o policial militar, que faz uma comparação com a eficiência da justiça no julgamento dos Habeas Corpus que colocaram o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho e o ex-vereador, Mário Sérgio, presos na última terça-feira durante operação da Polícia Civil, em liberdade com menos de 48 horas, fica apenas alguns questionamentos.
“Meu filho não responde nem por um terço dos crimes que esses grandes nomes são suspeitos. Se existe igualdade, se eles também foram presos como cidadãos comuns, assim como meu filho, por que eles já estão livres e meu filho ainda permanece preso? Por que a justiça pra eles funciona? Por que pra esses a justiça é rápida? Por que eles poderão responder em liberdade e meu filho não? A justiça não é igual para todo mundo? A resposta, pelo visto está bem clara, mas eu vou continuar brigando pelos direitos do meu filho”, declara indignado Soares.
Nesta quinta-feira, o policial militar esteve no Ministério Público onde recebeu a informação de que o processo do filho ainda aguardará o prazo de 48 horas para ser reenviado ao TJ. Prazo superior ao tempo em que Roberto Sobrinho ficou preso acusado de diversos crimes como formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, uso de documentação falsa, falsificação de documento público, peculato, dentre outros.

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[tab title=”Rondônia em pauta”]Fonte: Rondoniaovivo – Juliana Figueiredo[/tab]
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