Décimo terceiro salário movimenta economia

2013-12-26T16:13:26+00:0019 dezembro, 2013|

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As festas de final de ano movimentam não só a rotina dos vilhenenses, mas também a economia no município cujo décimo terceiro salário deve impulsionar o aumento das vendas em 50% em relação à outras épocas do ano. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Sul de Rondônia (Sinvsul) e diretor do SCPC da Associação Comercial e Empresarial de Vilhena (ACIV), Pedro Juca de Oliveira, o décimo terceiro salário tem um papel importante na economia vilhenense. Ele afirma que o dinheiro extra ajuda a aumentar as vendas no comércio e fomenta a geração de empregos.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pela ACIV, os comerciantes vilhenenses estão otimistas com o aumento das vendas no final de ano tanto que as contratações devem aumentar cerca de 22% em comparação com outros meses. A maior parte das oportunidades são temporárias, mas sempre existe a chance de conquistar a confiança e o cargo fixo. “Estas contratações devem atingir todos os setores do comércio varejista, como também os setores de alimentação e lazer”, diz o presidente da ACIV, Josemário Secco.

Mas ou aumento das vendas pode causar um outro fenômeno: o crescimento de inclusões de inadimplentes nos cadastros de devedores a partir dos primeiros meses do ano. “O final do ano é a época de compras, muitas feitas sem planejamento e por impulso, e geralmente a prazo. Quando chega a hora de pagar a fatura e o consumidor não consegue, seu nome é incluído nos cadastros de inadimplentes”, conta Josemário.

Para o presidente da ACIV é momento do comerciante aproveitar o período para diminuir sua inadimplencia. Historicamente, dezembro é o mês com o maior número de baixas no banco de dados de inadimplentes do SCPC (Sistema Central de Proteção ao Crédito). Isso ocorre porque muitas pessoas aproveitam o recebimento do 13º para quitar dívidas e limpar seus nomes no SCPC, a fim de se habilitarem para novas compras a prazo.

Atualmente em Vilhena cerca de 21 mil pessoas estão inclusos na lista de inadimplentes do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) gerando uma dívida de quase R$ 38 milhões. “Por isso, este deve ser um momento de cautela, pois o crédito concedido sem os cuidados necessários podem se converter em mais problemas para o comerciante”, diz Josemário.

Fonte: José Antonio Sant’Ana

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