Instalação de ZPE e Porto Seco definirá o futuro da economia vilhenense

2014-01-14T15:29:40+00:0014 janeiro, 2014|

Reunião aconteceu entre o secretário Evandro Padovani, prefeito José Rover, secretário Ronaldo do Alevato, técnicos e empresários.

DSCN1421[pullquote]A ZPE-Zona de Processamento de Exportação caracteriza-se como área de livre comércio com o exterior, destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro.[/pullquote]

[dropcap]A[/dropcap] reunião aconteceu na tarde desta segunda-feira (13) na sede do Sicoob em Vilhena.

A ZPE vai solucionar muito os problemas de vendas no município, pois o comerciante depende de Manaus na venda de peixe, carne, leite e no ramo extrativista.

A implantação da ZPE em Suape foi apoiada pelo governo estadual e federal com mais de R$85 bilhões de investimento. A ZPE vai atrair novas empresas, com um investimento de R$2 bilhões, haverá um grande avanço em Rondônia. Para otimizar esse avanço será necessário privatizar a BR-364, para acabar com os buracos, a vinda da Ferronorte também será um dínamo que alavancará a economia.

A área de comércio terá mais benefícios. Hoje a maioria compra os produtos da China que são vendidos em São Paulo, deixando lá um lucro de 30%. Uma parceria técnica entre o governo estadual, municipal e o setor privado é fundamental para a realização do projeto.

Um Porto Seco em Vilhena terá menos fluxo que o de Santos, o que vai agilizar o processo. A empresa Cairu Transportes tem que se deslocar até Cuiabá, com a implantação do Porto Seco terá uma economia de 20 a 30 dias. Os empresários vilhenenses terão um lucro de 8% na diferença da alíquota do ICMS.

O estudo da viabilidade da instalação do Porto Seco será feita pela Receita Federal junto com uma comissão que poderá ser composta pelo Secretário de Agricultura Evandro Padovani, o Prefeito José Luiz Rover e técnicos para cuidar que não haja valores acima do mercado que onerem o escoamento dos produtos. O valor do pré-projeto gira em torno de R$500 mil, o custo do porto será de R$300 milhões numa área de 60 mil m2 e isso pode assustar aos empresários, como aconteceu com o frigorífico de frango.

“A área destinada à ferrovia, próximo ao presídio, pertence ao empresário Jaime Bagatolli, o estudo já está sendo feito e já percorremos a área com técnicos vindos do Rio de Janeiro. A área vai ser transformada em um Parque Industrial. Ao realizar a concessão de 20 a 30 anos, o município vai lucrar. Serão necessários 2 braços para manejar os conteiners, cada um custa R$3 milhões. O porto demora uns 5 anos para dar retorno e o imposto fica mais em conta por uma lei de incentivos específica”, apontou o prefeito Rover.

No estado de Rondônia, Vilhena vai ser a primeira cidade a receber a estrada de ferro, depois vai demorar uns 6 anos para chegar até Porto Velho. A ferrovia vai dar abertura aos municípios que sobrevivem da agricultura.

“O Porto de Anápolis começou com 10 hectares e já atraiu muitas empresas de veículos. Devemos estar preparados. Hoje eles não param de fazer investimentos, lá há uma montadora da Hyundai colado ao porto. O que devemos definir é como será formada a equipe e como será viabilizado o recurso. Espero que os grandes empresários não se assustem com o gasto de R$20 milhões”, aponta Gilson Salomão, coordenador de Indústria e Comércio de Produção da Seagri.

“Vamos assinar um termo de cooperação e parceria entre o governo e o município. Será marcada outra reunião com mais empresários”, decidiu Padovani.

Por Hernán Lagos

Um comentario

  1. João Paulo Das Virgens 14 janeiro, 2014 at 10:21 pm

    Porque os produtos vendidos em Vilhena são mais caros que os vendidos em qualquer bodega de Porto Velho (720 km mais distante) e Rio Branco-AC (1.300 km mais distante) se os impostos são os mesmos?

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