Vilhena: a crise contada por quem vive a crise

2013-10-24T09:50:48+00:0024 outubro, 2013|Categories: Economia, Em foco|Tags: , |

Empresários atestam: cidade vive momento de retração econômica, cenário que poderia se invertem com políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento

Marcus Fernando Fiori
Especial para o RONDONIA EM PAUTA

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[dropcap]U[/dropcap]ma economia fortemente calcada no contra-cheque de seu vultoso funcionalismo público – federal, estadual e municipal – pode produzir ilusões ou distorções da realidade. É o caso de Vilhena, que vive uma inegável estagnação econômica, porém, insiste em se apresentar como um mar de rosas – ilusão essa reforçada pela propaganda oficial, que não mede investimentos (de recursos públicos) para vender gato por lebre. “Vilhena é muita pompa e pouca circunstância”, sentenciou o empresário Vilmar Saúgo, que também é diretor de Relações Públicas da ACIV – Associação Comercial e Industrial de Vilhena.

Vilmar Saúgo, empresário e diretor da ACIV

Vilmar Saúgo, empresário e diretor da ACIV

         O funcionalismo público de Vilhena é numeroso pelo fato de que a cidade se localiza na divisa do Estado. Isso faz com que a representação de órgãos estaduais e federais seja maior aqui, se comparado com outros municípios que não gozam dessa privilegiada posição geográfica. O recurso proveniente do contra-cheque termina por ser o que efetivamente circula na economia local.

         Afora o funcionalismo, a cidade também apresenta exuberância no transporte, agronegócio e distribuição de combustíveis, mas com exceção do primeiro, os outros dois setores geram muitas divisas, porém poucos empregos e trata-se de riqueza concentrada e que não circula. Não é dinheiro que vai irrigar as caixas registradoras das empresas locais, ou que vai ser empregado na produção e geração de empregos.

         “A última indústria considerável a se instalar em Vilhena foi a Colchões Portal, há mais de dez anos. De lá para cá nada de novo aconteceu. A Major Amarantes hoje tem mais de 30 imóveis vazios”, diz Vilmar Saúgo. “Deveríamos ter projetos de atração de indústria, deveríamos explorar as condições fiscais privilegiadas que temos por pertencer à Amazônia Legal. Deveríamos aproveitar a nossa boa localização geográfica. Daqui a Manaus são cinco milhões de habitantes, e não sabemos explorar esse mercado fabuloso”.

         Há mais de 10 anos sem abrir novas indústrias e com a população em franco crescimento – de 76 mil para 87 mil habitantes no período –, fica fácil perceber que o desemprego, se não é uma realidade, já bate às portas de muitos trabalhadores. “Vilhena vive uma crise de mercado sim. As vendas estão muito baixas. Este ano, por exemplo, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, de janeiro a maio o comércio de Vilhena, ao contrário de anos anteriores, não gerou empregos. Perdemos vagas”, informou o empresário Pedro Jucá de Oliveira, presidente do Sindicato do Comercio Varejista do Cone Sul de Rondônia. Em tempo: o sindicato mantém um cadastro de currículo e vagas de trabalho. Nele consta, atualmente, 64 currículos cadastrados e apenas duas vagas disponíveis. Trata-se de um número que pode ser revelador do ponto de vista prático.

Engenheiro civil Adones Hoffmann, empresário da construção civil em Vilhena

Engenheiro civil Adones Hoffmann, empresário da construção civil em Vilhena

         HABITAÇÃO – Esse é um setor que está aquecido, porém, ao custo do sacrifício dos demais setores econômicos atuantes na cidade. A prefeitura de Vilhena autorizou a abertura de mais de 50 loteamentos, que somados, colocaram à venda mais de 30 mil lotes no município. “O crédito imobiliário explodiu e o setor de engenharia civil aqueceu. Em contrapartida, os demais setores da economia estagnaram”, sentenciou o engenheiro civil Adones Hoffmann, empresário da construção civil na cidade.

Pedro Jucá de Oliveira, presidente do Sindicato do Comercio Varejista do Cone Sul de Rondônia

Pedro Jucá de Oliveira, presidente do Sindicato do Comercio Varejista do Cone Sul de Rondônia

         Há quem aposte que, após as eleições de 2014, até essa aparente exuberância da construção civil se acabe. Faz sentido. Uma vez reeleita, cessa o interesse da presidente Dilma Housseff em manter os investimentos federais do programa “Minha casa, minha vida”, que hoje alavanca o setor de construção em Vilhena. Quanto ao excesso de loteamentos autorizados pela prefeitura, a iniciativa gerou uma quantidade considerável de trabalhadores endividados, o que imobilizou os recursos circulantes na região, já que caiu o padrão de consumo e a qualidade de vida das pessoas. “A inadimplência está muito alta. Mais de 16 mil CPF’s estão em cadastros restritivos em Vilhena por conta do endividamento da população com os empreendimentos imobiliários. Isso comprometeu significativamente os rendimentos das famílias”, disse Pedro Jucá.

Há ainda os problemas oriundos de um crescimento desordenado da cidade. A expansão das cidades mais desenvolvidas atualmente se dá de forma vertical, e não horizontal. Essa tendência se consolidou porque o crescimento vertical (prédios) exige menos infraestrutura. Vilhena se horizontalizou. E agora, como levar os serviços públicos para o município todo? Coleta de lixo, policiamento, asfaltamento, água, energia… tudo isso deve ser feito em bairros distantes e para atender a um número reduzido de residências. “Essa expansão compromete o crescimento de Vilhena. Foi uma irresponsabilidade da prefeitura deixar isso acontecer. Como fazer saneamento, por exemplo, numa cidade tão espalhada?”, questiona Vilmar Saúgo. “O fato é que Ji-Paraná e Cacoal viraram verdadeiros canteiros de obras da indústria, enquanto Vilhena fica igual a cachorro que corre atrás do próprio rabo”.

         COMÉRCIO CAPENGA – Boa parte dos empresários que atuam na cidade não consegue enxergar o que a prefeitura insiste em querer mostrar: uma cidade exuberante onde os problemas passam ao largo. A realidade pinta um outro quadro: a de avenidas comerciais cheias de salas e prédios vazios e onde nem proposta de aluguel aparecem. Pedro Jucá informa que tem duas salas comerciais para aluguel na avenida Major Amarantes e que, ao contrário do que acontecia antes, há meses que não surgem nem propostas de aluguel.

Há um dado objetivo que mostra que Vilhena está sim, em crise econômica. Quando as coisas vão mal nas ruas, vão muito bem nos bancos. É o que acontece no momento numa das cooperativas de crédito que atua na cidade. “Os cofres dos bancos se abarrotam em momentos de crise. No último ano a nossa captação de recursos cresceu 35% se comparado com o ano anterior”, informou Saúgo, que é também diretor da Sicoob Credisul. Essa é uma tendência: quando a crise se avizinha, o empresário se previne aumentando sua poupança para enfrentar os tempos difíceis que se anunciam. Esse movimento explica a estagnação econômica japonesa que se arrasta desde os anos de 1980: pouco confiante no futuro econômico do país, a população daquele país se previne guardando dinheiro, o que diminui o capital circulante na economia.

Empresário José Ivanildo Araújo, diretor da ACIV

Empresário José Ivanildo Araújo, diretor da ACIV

         A CRISE É ÓBVIA – “Vilhena está em crise sem dúvida alguma”, opinou o empresário José Ivanildo Araújo, que também é diretor da ACIV. “Há seis anos, pagava-se para desocupar um ponto comercial em Vilhena. Hoje se vê pontos desocupados e sem propostas de aluguel”. O empresário, que atua no setor de drogarias, reforça o coro dos que vêem não uma cidade que cresce economicamente, mas que apenas se espalha territorialmente, perfazendo hoje um total de 12 quilômetros quadrados de área para assistir com serviços públicos essenciais.

         “Vilhena não tem produção. Cadê as indústrias, que é o que gera empregos e renda? O grande problema da cidade é a evasão de capital, pois o dinheiro da venda desses loteamentos não fica na cidade. Não existe uma política de desenvolvimento para Vilhena. Veja a história do frigorífico de frango: o projeto caminhava bem. Bastou entrar políticos na história e pronto, o projeto foi interrompido”, analisou Ivanildo.

         O empresário afirma que Vilhena, poucos anos atrás, desconhecia crises econômicas. “Hoje ainda não se conhece o perfil de Vilhena para atrair indústrias. Estamos com 87 mil habitantes e não temos um aeroporto decente, não temos infraestrutura, enfim, precisamos de um Conselho Municipal de Desenvolvimento para pensarmos a economia da cidade em curto, médio e longo prazos”, sugeriu.

         POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO – Se por um lado é consenso que a intervenção estatal mais atrapalha do que ajuda o setor produtivo – comprova-se isso na intervenção da prefeitura de Vilhena no projeto do frigorífico de frangos –, por outro, é função do setor público ser o indutor do desenvolvimento regional criando um ambiente favorável, estável e confiável na cidade, injetando ânimo e encorajando o capital produtivo a se instalar e efetivamente produzir na região. Do contrário, corre-se o risco de a cidade ficar estacionada na periferia do sistema, cabendo-lhe o papel – importante, sem dúvidas – de apenas abastecer com matérias primas as indústrias que se instalam em cidades vizinhas, além de suprir os centros urbanos mais avançados com gêneros alimentícios. Chegar a esse ponto seria perder a relevância econômica que Vilhena já teve em outros tempos em território rondoniense.

         CONCLUSÃO-PROPOSTA – Dotar a cidade de infraestrutura é função da administração pública. Além de atrair empresas, a iniciativa gera empregos e faz com que a receita do município circule no próprio município. “O desenvolvimento verdadeiro só existe quando a população em seu conjunto é beneficiada”, ensina o economista Celso Furtado em “Em busca de novo modelo: reflexões sobre a crise contemporânea” (2002). Atrair indústrias gera empregos e distribui riquezas, e isso sim beneficiaria o conjunto da sociedade.

         Em outra obra, “Teoria e política do desenvolvimento econômico”, o mesmo autor ensina que “(…) sempre que a política inclua entre os seus objetivos um grau elevado de emprego da mão-de-obra, ela, se tiver êxito, conduzirá necessariamente ao desenvolvimento” (1977). A questão, então, passa a ser sobrepor o interesse comum ao de grupos que se apoderam da máquina pública, utilizando-a intensivamente em benefício próprio. Compete à administração pública planejar o futuro e, no caso específico de Vilhena, atrair as empresas com todos os benefícios fiscais inerentes à sua condição de município pertencente à Amazônia Legal. Empreendedores para investir têm. Só falta os gestores públicos encorajá-los a arriscar seus capitais em terras vilhenenses.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Fotos: Fernando H. Araújo[/tab]
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18 comentarios

  1. Luciana 24 outubro, 2013 at 9:32 am

    Muito boa essa matéria , até que enfim alguém se dedicou a falar sobre o assunto. Acontece que???
    Varias empresas se interessam sim em se instalar em Vilhena. Mas a própria panela do comercio local não permite. Desde hospital a supermercados todo mundo sabe disse. Vamos parar de ser hipócritas!
    Vilhena são para alguns não para todos! A cidade se fechou e quem sofre com isso? a população como sempre. Moro a 20 anos em Vilhena e a cidade já teve sua época de ouro, hoje o que se ver e pessoas reclamando de tudo , gente como fornecedores vendedores até ambulantes. Vilhena era referencia de cidade , hoje não mais.

  2. vanderley 24 outubro, 2013 at 10:53 am

    Gostei muito das opiniões, mas não adianta, só opinar temos que ter atitude, pra fazer as coisas acontecer, pois falar o que tá acontecendo é fácil, o difícil e fazer acontecer, se esperamos pelos políticos, “Corruptos e Mentirosos”, que temos no nosso país, morreremos lutando e não alcançado nada, como nadar, nadar e morrer ma praia, ano que vem tem eleições, votem em quem tem um projeto político verdadeiro que mostre na teoria e na pratica, o que ele pode fazer de bom para a população, de preferência que faça reuniões e audiências, com a população e deixa a mesma colocar em pauta o que eles querem de verdade, e não o que o político tem pra mostra, pois ali com verteza só tem coisa de seu interesse, e empresários vc mesmo, sozinho não conseguem nada, tente fazer uma associação independente, da aciv, onde só vc dono dos próprios nariz, sentem e procurem soluções construtivas, para geração de empregos, indústrias, mão de obra, incentivos fiscais, pois vc tem força acho que só não sabem disso, pois aciv é politiqueira, então, busquem outros métodos se estes não estão funcionando…

  3. Marcus Fernando Fiori 24 outubro, 2013 at 11:58 am

    Minha cara Luciana, você está certa. A cidade já viveu sua fase áurea. Hoje o declínio é evidente. O resgate de Vilhena passa, necessariamente, pela eleição de pessoas públicas honestas e comprometidas com as futuras gerações, ou seja, estadistas. O que temos hoje em nada lembra isso. Infelizmente.

  4. Alexandre 24 outubro, 2013 at 12:10 pm

    Ótima matéria! Não adianta tentar cobrir a atual situação econômica da cidade com seu belo clima, clima Europeu com economia e desenvolvimento de 3º mundo, parou no tempo.

  5. maria 24 outubro, 2013 at 1:45 pm

    Ah, mas sem dúvida a propria pop. em geral e os comerciantes da cidade, contribuíram para esse fator , agora estão se lastimando pq? enquanto a minoria votavam pelo bem e do futuro da cidade, a maioria votaram em seu proprio beneficio, como; portaria na prefeitura, outros por uma benfeitoria por fora. Agora o resultado está surgindo é lastimável ver a situação da cidade. Enquanto isso a minoria que não tem nada haver paga tbm. Enquanto a população votar em seus interesses proprio a corrupção continuará a persistir, no momento em que se levantarem, acordarem quem sabe aqui no nosso municipio, as coisas comecem a mudar, vcs podem verem que os comercios estão cada vez mais se avassalando, enquanto nossos politicos (…) estão crescendo, pensam bem… Ainda há tempo para mudanças. Só pararem de olharem para seus próprios umbigo….

  6. Flávio Rogerio 24 outubro, 2013 at 4:27 pm

    Infelizmente o que se vê hoje em dia na administração pública sendo ela municipal, estadual ou federal são MERCENÁRIOS, e não políticos estadistas. Acredito que não há palavra melhor pra se definir os políticos de hoje… “MERCENÁRIOS”!

  7. Rildo Costa 24 outubro, 2013 at 5:27 pm

    Excelente reportagem que aborda uma problemática de Vilhena.

    Acredito, entretanto, que existem outras questões maiores que estão envolvidas na crise que Vilhena está passando. Vejamos.

    1. O comércio virtual afeta quase que qualquer setor da economia de uma cidade. Vilhena também é vítima deste tipo de depredação comercial. Antes, uma loja concorria somente com outra loja ao lado ou na mesma avenida. Mas agora as lojas concorrem com a Daffiti, Americanas e Submarino.

    2. O inundamento de produtos chineses também chegam a Vilhena. Todas as partes do mundo, em menor ou em maior grau, tem sua indústria afetada pela pujante indústria chinesa, que se dispõe de impostos baixos e mão de obra barata.

    3. Falta gestor de iniciativa para Vilhena. Quando o Melki era prefeito, ele foi até a Dinamarca buscar recursos. Naquela época, Vilhena construiu até uma via dupla na BR-364. Para se ter uma ideia, a cidade de Ji-Paraná, mais forte e pujante que Vilhena, só conseguiu duplicar sua faixa urbana da BR-364 somente dez (isso mesmo, 10) anos depois.

    Tudo o que foi versado nesta reportagem é absolutamente verdade. Mas some mais estes elementos que, talvez, possa trazer mais uma luz sobre a questão.

    E, como cidadão de uma cidade vizinha (Cerejeiras) que, de alguma forma, se alimenta se Vilhena, queria muito recomendar aos políticos vilhenenses que lessem esta matéria, embora ela não fora escrita para eles e sim para os leitores.

  8. Marcus Fernando Fiori 24 outubro, 2013 at 5:55 pm

    Caro Rildo Costa, você está certo em todas as suas colocações: o comércio eletrônico e a indústria chinesa afetam sim, os empresários locais. Entretanto, eles são criativos e convivem com essa concorrência desleal há mais de dez anos. O comércio eletrônico não é novidade, você sabe disso. O que falta a eles é realmente um poder público indutor de desenvolvimento, que atenda as necessidades do setor produtivo em termos de infraestrutura, que explore ao máximo e à exaustão os benefícios fiscais concedidos à Amazônia Legal, que crie um ambiente jurídico sólido e confiável e que gaste bem o seu orçamento, fazendo com que o dinheiro circule na cidade. Isso sem falar em coisas nada republicanas que acontecem por ai…

  9. gilmar 24 outubro, 2013 at 7:07 pm

    só vilhena? hahahaha

  10. Vilhena 24 outubro, 2013 at 8:55 pm

    Realidade q se estende a uns 5 anos, aumentaram absurdamente os valores de lotes urbanos como se vilhena fosse uma capital paranaense para poder vender loteamentos la na juquira ou velho oeste. Individaram o povo com ilusao de cidade clima da amazonia. Agora estao ai os comerciantes quebrados e com comercios fechados. Esta ficando so os grandes mat de const. Q tem esquemas com as imobiliarias e construtoras. Outros poucos q insistem em ficar aberto estao tirando do bolso.
    Mas nao podemos mais medir o comercio de vilhena por uma só rua! Na vdd a major ja era mesmo a cidade expandiu mesmo rastejando e com construcoes so das elites, é uma avenida sem estacionamento e q mtas veses deixamos de parar em alguma loja por falta de vaga e ai vc junta a falta de atendimento de algumas lojas faz com que muitas pessoas busquem o comercio eletronico agravando a situacao. Moro aqui e gosto mto de vilhena e torço para q nossos politicos e empresários q possuem investimentos aki busquem uma solucao. Acredito q com uma politica a nossa principal avenida e br celso mazutti e suas av paralelas decera ser no futuro nosso cartao postal e comercio referencia visto do ponto de vista q o estado inteiro passa aqui.

  11. Carolina 25 outubro, 2013 at 9:29 am

    A retração econômica é evidente no município há uns dez anos. Não é recente!
    Hospitais fechados como o Santa Helena e o Hospital Padrão, são aspectos evidentes da derrocada! Escolas que existiam e que fecharam as portas! Não há nada mais tocante do que a saúde e a educação não terem evoluído! Isso mostra a “não-evolução”! Outro aspecto importante a se considerar é que pessoas e empresários da cidade, que ganham e já ganharam MUITO dinheiro em Vilhena, fazem suas compras de varejo fora da cidade, de calçados a lençóis! Isso é pra, literalmente, ferrar com o comércio de qualquer cidade!!!!
    E os menos afortunados sofrem todas as consequências… o desemprego, a falta de saúde, educação e transporte público.
    Muitas pessoas têm como única alternativa, abandonar a cidade que tanto gostam para estudar, trabalhar e viver de forma decente!
    Nascida em Vilhena, este foi o meu destino e de toda minha família.
    Se nenhuma atitude for tomada por parte de governantes e empresários… com certeza, dentro de mais dez anos Vilhena vai ser lembrada como uma cidade que já foi boa pra se viver e que, definitivamente, não é mais! Lamentável.

  12. Marcus Fernando Fiori 25 outubro, 2013 at 10:15 am

    Caríssima Carolina, o futuro de Vilhena está condicionada às escolhas que faremos daqui em diante. Não basta recusarmos os maus políticos. Temos de ir além: convencer nossos vizinhos, parentes, amigos, enfim, a nossa comunidade a fazer o mesmo. Enquanto os maus políticos vencerem, nós perdemos.

  13. Rildo Costa 25 outubro, 2013 at 1:54 pm

    É verdade, Marcus.

    Além disso, o governo poderia agir no caso do comércio eletrônico no sentido de que, por exemplo, quem compra de uma loja virtual de Vilhena pague uma taxa para o município origem do comprador (Vilhena, no caso). Ou seja, salvaria pelo menos o valor do tributo. Se eu não me engano, parece que o ICMS é colhido no Estado e cidade vendedor, ou seja, onde está a loja virtual.

    Outra coisa, em Vilhena poderia também montar lojas virtuais com produtos típicos daqui.

    E quem leu aquela dissertação de Mestrado em Desenvolvimento Regional do professor Marcus Fiori vai ver que o setor forte de Vilhena é o de serviço. Então, o setor de serviços deveria receber incentivos para assim, de alguma forma, absorver a mão de obra que é desempregada na indústria. Vilhena é um micropolo que serviços que atende todo o Cone Sul.

    A crise existe, mas há saídas e é isso que essa reportagem nos alerta.

  14. Juan Vagner 25 outubro, 2013 at 9:56 pm

    A melhor matéria que já em sites locais. Parabéns, abordou quase todos os temas e está correto em todos.

  15. Marcus Fernando Fiori 26 outubro, 2013 at 7:00 am

    Parabéns ao Rondônia em Pauta, caríssimo Juan Vagner, pois se mostrou um veículo independente e que deu voz aos empresários que sofrem a crise e estão órfãos de um poder público que os ampare. Não adianta produzir a melhor matéria do mundo, se não houver quem a publique. Mais uma vez, parabéns ao Rondônia em Pauta – Veículo Independente.

  16. Paulo Robinson 30 outubro, 2013 at 7:45 pm

    Muito boa a matéria, mas por outro lado existem muitos ainda que mamam nas “posições sociais” que muitas vezes não valorizam o comércio local, vejam o tanto de empresas de fora q vem prestar serviços aqui em Vilhena sendo que existem empresas e profissionais qualificados na cidade nós temos q valorizar o comércio local

  17. Regis 3 novembro, 2013 at 12:10 pm

    Parabéns Marcus Fiori,ótimo assunto,quem em sã consciência vai investir em uma cidade onde o correio e transportadoras passam com suas cargas por Vilhena,vão até Porto velho e só depois é que voltam os 700km.Onde todos os “órgãos” cobram com rigor tirano,modernização na indústria e comércio…Eu não sou contra a evolução,mas que deem o devido exemplo,o empresário hoje em Vilhena se sente como um “boi de Piranha” onde cada “órgão” quer sua parte.Temos muitos governantes alquimistas (oque eles tocam vira merd…).Veja exemplo do hortifrutigranjeiros,as estufas,a fábrica de óleo que era uma beneficiadora de frutas,abatedouro de aves de suínos etc… E aquela barreira fiscal,parece uma ADUANA!!O problema não está na inclusão digital,está na carga tributária,estados “novos” deveriam pagar menos impostos.
    Definitivamente tem que mudar…

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