Vilhena tem 18 novas agroindústrias que geram 90 empregos

2013-06-06T18:12:45+00:0006 junho, 2013|

Empresas foram criadas nos últimos dois anos através de leis de incentivo à produção no campo

[dropcap]A[/dropcap]té hoje já foram regularizadas 18 agroindústrias responsáveis pela produção de pães, bolos, bolachas caseiras, queijo, bombons, artesanato, cultivo de verduras e legumes, criação de aves, entre outros itens. Essas agroindústrias estão em plena atividade no município, no próprio estabelecimento ou nas feiras da cidade. É importante destacar que até agora as agroindústrias já geraram aproximadamente 90 empregos de forma direta e indireta e duas delas já receberam inspeção estadual para vender os produtos dentro de todo o estado.

Virgilio Remoacir Filho

Virgilio Remoacir Filho

       O responsável pela agroindústria Apicultura Colonial, Virgilio Remoacir Filho, está há cinco anos trabalhando com mel, porém somente agora ele conseguiu regularizar seu  trabalho. “Através do Prove vários produtores começaram a produzir e tirar uma boa renda das produções, além de gerar empregos. E com o desenvolvimento das agroindústrias o incentivo aumenta”, disse Virgilio.

       De acordo com Virgilio, a cada cinco meses ele recolhe aproximadamente 3,5 mil quilos de mel, que são produzidos por 80 caixas de ninho de abelha.  A partir do mel, ainda prepara o xarope e outros derivados, que são vendidos a mercados e comércios em geral.

       Representantes das 18 agroindústrias do município participaram da 2ª edição do Rondônia Rural Show em Ji Paraná e estavam entre as 70 que participaram da feira, se destacando entre elas. Os empreendedores locais têm se destacado neste setor, prova disto, são os convites que a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri) tem recebido de outros municípios do Estado para expor seus produtos em várias feiras agropecuárias.

      O avanço na economia local vilhenense só foi possível após a aprovação da Lei Municipal nº 3327/2011 que cria o Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M.) e regulamenta a inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal e vegetal e da Lei Municipal nº 2926/2010 que cria o Programa de Verticalização da Pequena Produção Agropecuária (PROVE), a Semagri passou a ser responsável pela fiscalização e auxílio aos produtores rurais interessados em industrializar os produtos de origem animal e vegetal.

      De acordo com a Semagri, coordenada pelo secretário José Candido Gonçalves, está sendo avaliada a abertura de mais 10 agroindústrias, o que, consequentemente gerará mais empregos, crescimento e desenvolvimento econômico para a cidade.

      Todas as produções são inspecionadas regularmente e adequadas conforme a lei pelo médico veterinário da Semagri e então secretário adjunto, Rogério Salani. Rogério juntamente com a equipe técnica responsável pelas inspeções realiza os trabalhos necessários auxiliando os produtores. “O primeiro passo é verificar a viabilidade da implantação do produto, ou seja, realizar o estudo de viabilidade, para saber se há mercado para o produto e se o produtor rural possui totais condições para produzir, após isso, inicia-se o processo de implantação da agroindústria seguido de treinamentos e capacitação de boas práticas em alimentos”, disse Rogério.

PROVE

      O objetivo geral do PROVE foi mostrar que a agroindustrialização dos pequenos sistemas produtivos é uma opção social positiva para melhorar a renda dos pequenos agricultores, em um processo de desenvolvimento sustentável baseado na solidariedade.

      Foi desempenhado para promover a pequena produção agrícola, seu processamento e sua comercialização. Incluem diversos tipos de sistemas agrícolas urbanos e periurbanos, como hortas, pomares e a criação de animais.

      Visa o apoio aos agricultores nos processos de produção, estruturação e comercialização de seus produtos agrícolas, melhorando sua competitividade no mercado formal. Assegurando os créditos dos bancos e o acesso a pontos de venda sofisticados, implementando ações para incentivar e apoiar o estabelecimento de associações, cooperativas, etc., e para assegurar a sustentabilidade do programa, além de dirigir a capacidade estabelecida do Estado para atender com prioridade a esses pequenos agricultores.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da Redação[/tab]
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