Dizem que uma das maneiras mais importantes de ser um aliado de pessoas marginalizadas é educar-se nos sistemas que as oprimem e no seu papel em sustentar tais sistemas. A atual lista de best-sellers da Amazon sugere que muitos norte-americanos estão dando esse passo.

Visão da página de Best Sellers da Amazon americana; dos 20 livros mais vendidos, 15 tem o combate ao racismo como temática
Foto: Reprodução/Amazon.com

Dizem que uma das maneiras mais importantes de ser um aliado de pessoas marginalizadas é educar-se nos sistemas que as oprimem e no seu papel em sustentar tais sistemas. A atual lista de best-sellers da Amazon sugere que muitos norte-americanos estão dando esse passo.

Nesta quarta-feira, 3 de junho, 15 dos 20 livros mais vendidos pela Amazon eram sobre raça, racismo e supremacia branca nos EUA. As vendas aumentaram nos últimos oito dias de protesto após a morte de George Floyd sob custódia policial.

Os livros mais vendidos, que incluem a não-ficção “White Fragility: Why It’s So Hard for White People to Talk About Racism” (“Fragilidade branca: por que é tão difícil para os brancos falarem sobre racismo”, em tradução livre), o romance “The Vanishing Half” (“A metade que desaparece”, em tradução livre), do autor negro Brit Bennett, e o livro infantil “I Am Enough” (“Eu sou suficiente”, em tradução livre), são tão procurados que muitos deles estão temporariamente fora de estoque ou disponíveis apenas em formato de e-book ou áudio.

Ibram X. Kendi, historiador da desigualdade racial da American University, aparece na lista duas vezes, por seus livros “How to be an Antiracist” (“Como ser antirracista” na edição brasileira) e “Stamped from the Beginning” (“Carimbado desde o início”, em tradução livre).

“Isso não acontece todos os dias”, twittou Kendi. “É apropriado que aconteça no dia em que estamos fazendo o movimento BlackOut para vidas negras e, assim espero, apoiando também nossas livrarias locais independentes.”

Quase todos os livros da lista dos 20 mais vendidos contêm um contexto histórico sobre o papel do racismo na pobreza, no encarceramento em massa, na assistência médica, na política, etc. E muitos deles instigam o leitor a examinar seu papel na defesa do racismo sistêmico.

Educar-se sobre a história e o estado atual do racismo é uma maneira de mostrar uma aliança positiva, conforme relatado no guia da CNN de Como Ser um Aliado.

Influenciar as pessoas em seu círculo também é importante – e isso inclui compartilhar livros sobre racismo com amigos e familiares e discutir como a opressão afeta grupos marginalizados.

Confira a lista dos mais vendidos da Amazon que envolvem a questão racial: 

1. “White Fragility: Why It’s So Hard for White People to Talk About Racism”, de Robin Diangelo

2. “So You Want to Talk About Race”, de Ijeoma Olua

3. “We’re Different, We’re the Same”, livro de imagem da Vila Sésamo escrito por Bobbi Kates

5. “The Color of Law: A Forgotten History of How Our Government Segregated America”, de Richard Rothstein

6. “How to Be an Antiracist”, de Ibram X. Kendi (possui edição brasileira, intitulada “Como ser antirracista”)

9. “The New Jim Crow: Mass Incarceration in the Age of Colorblindness”, Michelle Alexander (possui edição brasileira, intitulada “A nova segregação: racismo e encarceramento em massa”)

10. “The Vanishing Half”, de Brit Bennett

11. “Between the World and Me”, de Ta-Nehisi Coates (possui edição brasileira, entitulada “Entre o mundo e eu”)

12. “Stamped from the Beginning”, de Ibram X. Kendi

14. “Just Mercy: A Story of Justice and Redemption,” de Bryan Stevenson (possui edição brasileira, entitulada “Compaixão: Uma história de justiça e redenção”)

15. “The Day You Begin”, de Jacqueline Woodson

16. “Becoming”, de Michelle Obama (possui edição brasileira, intitulada “Minha história”)

17. “I Am Enough”, de Grace Byers

18. “Why Are All the Black Kids Sitting Together in the Cafeteria?”, de Beverly Daniel Tatum

19. “Me and White Supremacy: Combat Racism, Change the World and Become a Good Ancestor,” Layla Saad

Por: Scottie Andrew, da CNN – Harmeet Kaur e Seth Fiegerman, da CNN, contribuíram para esta reportagem.