imageimageA equipe do CAPS está trabalhando para que ele tome os remédios todos os dias, porém não será possível forçá-lo a nada, pois isso poderia irritá-lo e colocaria a continuidade do tratamento em risco. “Eu ganhei a confiança dele e se ele for forçado a algo é possível que se recuse a continuar tomando os remédios. Assim o tratamento pode ir por água abaixo e aí teríamos que começar tudo do zero outra vez, até conquistar a sua confiança”, explica o coordenador.

“Orientamos e pedimos para a população não criar expectativas grandes, pois o processo é lento, hoje ele pode estar calmo e amanhã pode ser que esteja agressivo”, explica Rafael.

A equipe do CAPS está disposta a continuar com o tratamento, “estamos colocando a mão na massa, e só o fato do Pipoca ter aceitado se tratar já nos alegra muito. Cada dia que passa é uma vitória. Temos que nos policiar para não perder a confiança dele, pois isso é o ponto mais importante para conseguirmos dar continuidade a esse trabalho psiquiátrico”, finaliza o coordenador do CAPS Rafael Nunes.

A família do paciente em questão também está colaborando com o tratamento. O objetivo é ver Francisco interagindo na vida social de maneira equilibrada e feliz.

Karen Dencker
Jornalista profissional