malaguetaNO FACEBOOK O PAU QUEBRA!!!!
Os comissionados da “Afundação Cultural de Vilhena” se irritam muito com as críticas. Nos debates ocorridos no facebook, tratam os produtores culturais de Vilhena como verdadeiros imbecis, defendem que divulgam as atividades culturais e que são parceiros dos artistas, afirmam que escreveram ofícios e projetos culturais, afirmam que militam incansavelmente em prol da cultura Vilhenense. Tudo mentira. Vamos colocar os pingos nos seus devidos lugares. Em primeiro lugar, a “afundação cultural” não destinou verbas para qualquer projeto significante, eles afirmam que ajudam a orquestra sinfônica, em todas as apresentações ocorridas, os integrantes da nossa valorosa e insistente orquestra pedem ajuda, pois é simplesmente ridícula a participação pública em algo tão belo e dignificante. Não fosse o SICOOB, provavelmente não teríamos mais a orquestra. A política de apoio ao pouco que faz pela cultura é menos que migalhas, prova disto é a noite da seresta, principal palco político dos atuais gestores. Ali, músico não recebe nem água de torneira do SAAE. Quem duvida pergunte aos músicos, aliás, parte deles já se afastou do evento em função de vários problemas como sonorização e desorganização na ordem das apresentações. É mais ou menos assim, quem não reclama e apoia o prefeito, canta nos melhores horários. O grupo de teatro Wankabuki, um orgulho para essa cidade, atuando em seu cotidiano há vários anos, nunca recebeu dinheiro público, quanto mais apoio logístico para suas apresentações. Olha que não possuo procuração para defender o grupo, mas a verdade que todos conhecem é que este é um dos grupos mais atuantes do estado de Rondônia. EU DISSE ESTADO DE RONDÔNIA. O grupo, inclusive, nem procura apoio, pois vai se irritar com o lenga-lenga do poder público. O Wankabiki faz teatro, por possuir na veia a grandiosidade do idealismo cultural. Sobrevivem com dignidade mesmo independendo do dinheiro público. Longe de criar celeumas entre os grupos, precisamos informar que o outro grupo, existente aqui, recebeu dinheiro. Sei não, mesmo sem tomar praças, avenidas e pátios de escolas, recebem tratamento diferenciado. Artistas plásticos vez ou outra são lembrados. Cada vez que isso acontece, tem o objetivo de promover a atual gestão, não existe “causa cultural”, não existe uma política sequenciada voltada para esta ou qualquer outra área. Artesanato, Dança de salão, Cinema, Literatura e todas as demais manifestações, seguem o mesmo caminho, caminho do degredo! Não existe agenda, não existe planejamento, não existe militância séria, não existe dinheiro, não existe vontade política. É preciso lembrar que os quadros da fundação, são compostos por um conselho deliberativo, ocupado por quatro grandes nomes do nosso universo cultural e mais de dez comissionados. Não adianta fazer beicinho, ficar com raiva, ofender esse colunista, se esconder no facebook através de blá-blá-bla, que todos sabem da verdade por detrás das lambanças. A coisa é assim mesmo! Gostaria de afirmar o contrário, mas não posso, pois serei defenestrado pelos artistas desta cidade que vivem o terror do abandono, o horror de ver um setor tão nobre e humano sendo manipulados por interesses politiqueiros, interesses de guetos. Vejam que até o centro cultural foi inaugurado e ocupado sem ser concluído e com o aval da não tão nobre afundação cultural. Já coisas como desfile de sete de setembro, mais de cinquenta e cinco mil reais, com o som no mesmo evento, foram trinta e cinco mil. CTG cento e vinte mil, Expovil mais uma pancada! Temos mais de um ano de lutas por uma fundação cultural que seja a voz, o organismo basilar das lutas em prol dos artistas e essa na verdade, junto com todos os seus membros, se transformaram em bajuladores de um grupo político que promove coisas com o único objetivo de se perpetuar no poder. Infelizmente ela veio e colaborou para o aumento da descrença em torno do fazer cultural em Vilhena. A “tiurma” da FCV, liderados pelo presidente Anísio Ruas que recebe como secretário municipal um salário acima dos oito mil reais, se brincar ainda recebe o salário de professor. Este pessoal deveria compreender que a principal coisa no universo cultural é o pobre e sofrido artista, o produtor cultural. Infelizmente, esses não recebem o devido apoio e respeito. Não defendo que se entregue dinheiro para artista algum, em função do seu trabalho, defendo que a FCV deveria amparar, criar, escrever os projetos desses abnegados e quixotescos empreendedores culturais, assim buscar recursos nos mais variados segmentos. Isso não aconteceu, nem se mobilizaram junto ao prefeito para aumentar o orçamento da tão nova e desgastada afundação cultural. Porém, nem tudo está perdido, Vilhena é uma cidade de abnegados no universo cultural e mesmo tendo esses péssimos líderes dirigindo tão importante instituição, insistem em escrever livros, pintar quadros, gravar CD, fazer apresentações teatrais, promover feiras de artesanatos, insistem em viver seu devaneio cultural.

E O NOSSO CARNAVAL VAI GASTAR DO SEU BOLSO 68 MIL REAIS
É claro que não somos contra uma festa popular que é historicamente arraigada a nossa cultura, a questão é, dessa forma não dá! Perguntar não ofende, depois não digam que é perseguição. Quais foram as ações da nossa “afundação cultural”, no sentido de organizar blocos carnavalescos? Bloco do comércio, bloco das escolas e universidades, blocos dos bairros, matinê nas escolas e clubes. As crianças e adolescentes de Vilhena, por não terem a opção do matinê nas escolas, vão “pular” seu carnaval na rua com os adultos regado a álcool, drogas e sexo. Se for assim, teremos mais problemas, pois jovem bebida e sexo geram consequências como aumento da violência e gravidez indesejável. Será que já contataram a vara da infância e adolescência junto com o conselho tutelar? Tenho quase certeza que não. Tudo vai ficar para a última hora. Ninguém viu a “tiurma” dar um passo neste sentido. Quais foram as discussões voltadas para a organização deste evento com os produtores culturais? Nada foi feito! Será que pelo menos divulgaram a data e programação carnavalesca para que o comércio interessado adquirisse fantasias para mulheres, crianças e adultos? Olha, tenho quase certeza que não. Queridos leitores, nossa “afundação” não lembrou? Não se preparou, não fez nada, dormiu no ponto mais uma vez. O carnaval será desorganizado e não vai atender a sociedade como ela gostaria. Seria muito bom que o Ministério Público convocasse os responsáveis por tão grande evento para ver os projetos, os planejamentos para justificar de forma séria este custo. Sou capaz de afirmar que os organizadores não procuraram o amigo Gonçalves, da PM de Vilhena, nem a polícia civil, corpo de bombeiros e demais instituições ligadas à ordem pública para se elaborar em conjunto um plano de segurança no sentido de proteger nossos foliões. Será que lembraram de desenvolver campanhas de doações de sangue já que neste período a violência aumenta e assim a necessidade de transfusões também aumentam? Claro que não. Com essa “tiurma”, é tudo ladeira abaixo, embalada pelas pedras que se soltam no caminho. Deus nos acude! Tudo é de última hora e paliativo, sempre no modelo: “seja como Deus quiser”. Assim não dá. Proprietários de barraquinhas, que são autorizados a praticar o comércio de lanches e bebidas, normalmente são extorquidos em eventos como este em todo o Brasil, tomara que essa pobre gente não seja explorada por pessoas que se aproveitam do cargo para tal prática. Assim a comunidade não apoia e condena mais esta “aventura” que custa tão caro aos nossos bolsos. R$ 68 mil do pobre povo sem socorro.