Fraude? Criança com doença rara recebe doações desde janeiro

2013-09-19T11:39:39+00:0019 setembro, 2013|

Segundo avó, que diz ser mãe, criança tinha 3 meses de vida se não operar, em janeiro deste ano ela já havia recebido doações

DSCN7007[dropcap]A[/dropcap] reportagem do Diário da Amazônia data do dia 15 de janeiro. Muitos internautas desconfiados entraram em contato com a redação do Rondônia Em Pauta para questionar a veracidade dos fatos apresentados na matéria de ontem: Criança precisa de sua ajuda para realizar operação senão poderá perder a vida em menos de 3 meses

Compare com a matéria do Diário da Amazônia do dia 15 de janeiro: 

Criança com doença rara recebe doações

Uma criança de dois anos com síndrome de pleiffer – doença que provoca má formação no crânio, nas genitálias e sequelas pelo corpo. Mobilizou Ji-Paraná, após um apelo exibido na última quarta-feira no Programa Somos Mais, da Rede TV! Rondônia, do Sistema Gurgacz de Comunicação (SGC), apresentado por Silvia Cristina. A mãe de Maria Gabriela, Ana Lucia, está desempregada e mora em Porto Velho. Estava em Ariquemes e veio de carona até Ji-Paraná, em busca de ajuda. Ela precisa arrecadar R$ 20 mil para realizar a cirurgia da filha.

Ana Lúcia é mãe de sete filhos, somente a caçula nasceu com má formação congênita. Uma doença rara, que tem cura. O problema é falta de recursos para arcar com os procedimentos. “Eu preciso salvar a vida da minha filha, independente do preço que eu tenha que pagar, se for possível vou de carona a São Paulo. Ela está ficando cega de um dos olhos, não ouve direito e não fecha os olhos na hora de dormir. Outro agravante é que suas genitálias são interligadas, ela não tem o canal de fazer xixi”, ressaltou.

A angústia e as lágrimas de Ana Lúcia comoveram não somente a apresentadora Silvia Cristina, mas aos telespectadores que assistiam a entrevista. “Só uma mãe se dispõe a pagar um preço tão alto para salvar sua filha. Essa criança tem vontade de viver, e mesmo diante de tantas dificuldades, ela esbanja alegria. Nós acreditamos na solidariedade da população, e juntos vamos reescrever uma nova história na vida dessa família, afinal o nosso Deus, é o Deus do impossível”, comentou Silvia.

Assim que terminou o apelo em seu programa, o telefone da Rede TV foi bombardeado por ligações, centenas de pessoas querendo contribuir. Entre elas, um grupo de amigas consternadas com situação de Maria Gabriela. As voluntárias: Márcia Miranda, Laodiceia Garcia e Juliany Motta, em atitude de fé e ajuda mútua, mobilizaram amigos, em toda cidade.

 SENSIBILIDADE

“Quando eu visitei a família me comovi com situação. Não tinha como não fazer nada, por isso nos unimos em torno de um objetivo comum, o de ajudar essa criança. Mantivemos alguns contatos, entre eles com doutor Jorge Trubian que analisou a criança e nos deu um parecer da gravidade do problema. A partir daí fomos em busca de mais doações”, disse Márcia Miranda, empresária.

 O trabalho das voluntárias foi coroado de êxito, em menos de cinco dias conseguiram um montante, equivalente a quase R$ 18 mil, além de três passagens aéreas para São Paulo. Ana Lucia e Gabriela devem viajar na quinta-feira (17) ou no máximo na segunda feira (21). Seu tratamento está orçado em R$ 20 mil. A criança deve permanecer quatro meses hospitalizada.

 SÍNDROME AFETA UM EM CADA 100 MIL INDIVÍDUOS

A síndrome de Pfeiffer é caracterizada pela associação de craniossinostoses, má formação do crânio, amplo desvio dos dedos polegares, polegares grandes e parcial sindactilia dos dedos das mãos e dos pés. Nesta síndrome a Hidrocefalia pode ser encontrada ocasionalmente, juntamente com proptose ocular grave, anomalias dos membros e dos cotovelos, vísceras anormais e desenvolvimento lento. A síndrome é uma doença rara, afetando cerca de um (1) em 100 mil indivíduos.

A síndrome de Pfeiffer está dividido em três subtipos clínico baseado na gravidade do fenótipo. Síndrome de Pfeiffer Tipo 1 ou clássica envolve indivíduos com síndrome leve e com manifestações incluindo braquicefalia, hipoplasia dos dedos e anormalidades nos membros. Está associada com inteligência normal e geralmente com bom prognóstico. Síndrome de Pfeiffer Tipo 2 envolve má formação craniana, proptose extremas, anomalias dos membros, anomalias nos dedos do pé, anomalias nos cotovelos, anquilose ou sinostose, atraso no desenvolvimento e complicações neurológicas. Síndrome de Pfeiffer Tipo 3 é semelhante ao tipo 2, mas não envolve anomalia no crânio. A sobreposição entre os três tipos podem ocorrer, garantem especialistas na área.

O Rondônia Em Pauta cede o espaço para os devidos esclarecimentos.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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One Comment

  1. Lamentavel 19 setembro, 2013 at 11:00 am

    É muito triste saber que esta criança precisa de ajuda, e avó esta se aproveitando da situação da criança para ganhar dinheiro.

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