Em 2017, foram registrados 27 casos com vítima fatal. De acordo com Ptran, imprudência é o principal fator causador das colisões.

Os acidentes de trânsito que resultaram em mortes no município de Vilhena (RO), no Cone Sul, cresceram 12% de janeiro a novembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2016.

Foram registrados 27 casos de vítimas fatais, enquanto que no ano anterior ocorreram 24. Os dados são do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Civil, e foram divulgados nesta quinta-feira (14), durante entrevista ao G1.

Abril foi o mês que mais aconteceram mortes no trânsito, segundo o levantamento. Em 30 dias houve dois óbitos classificados como acidentais (quando é provocado somente pela vítima) e três como homicídio culposo (quando uma pessoa mata outra sem que tivesse a intenção).

Um carteiro de 25 anos foi uma dessas vítimas. No dia quatro de abril, ele bateu no último eixo de uma carreta que atravessava Avenida Brasil, Bairro Jardim Eldorado. Após o acidente, a prefeitura instalou uma lombada na via com o intuito de reduzir a velocidade do tráfego.

Junho foi o único mês do ano em que não foram registrados mortes de pessoas no trânsito no município. De acordo com a Polícia de Trânsito (Ptran), mais de 50% dos acidentes são causados por imprudência.

“O motorista, muita das vezes, não se atenta à sinalização. Também vemos problemas quanto a obediência da legislação. A pessoa dirige sem CNH, sem fazer a devida manutenção no veículo. A segurança é responsabilidade de todos. É importante que a população faça a sua parte, que respeito o próximo”, afirma o sargento da Ptran, Sanaik Portela Batista.

Na tentativa de zelar pelo bem estar no trânsito, a Ptran realiza várias ações preventivas em escolas, empresas e em cruzamentos de vias. Além disso, todo mês é feito uma palestra educativa para indivíduos que respondem no âmbito judicial por terem provocado algum acidente. A participação na palestra substitui a prestação de serviço comunitário do condenado.

Visão geral

Conforme a Ptran, de janeiro a novembro de 2017, foram registrados no perímetro urbano 656 acidentes com vítimas. Desse número, 545 envolvem motocicletas ou motonetas, o que representa 83% dos casos.

A maioria das colisões foi ocasionada por condutores do sexo masculino. Também houveram 26 atropelamentos.

Resolução dos casos com auxilio da tecnologia

Desde 2013, a Polícia Civil e a Justiça têm utilizado como prova em investigações de trânsito gravações da Central de Monitoramento do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Atualmente, estão instaladas 33 câmeras em pontos estratégicos da cidade, e captam imagens 24h por dia em um ângulo de 360°.

“Não temos como dizer quantas das nossas gravações foram usadas para compor laudo da perícia em inquérito policial, mas semanalmente recebemos em média dois a três pedidos de juízes, delegados, advogados e do próprio cidadão comum que, às vezes, precisa por algum motivo relevante. Conseguimos captar, por exemplo, a placa do carro de um motorista que fugiu sem prestar socorro, dependendo da ocasião. Os benefícios são latentes”, salienta o tenente coronel Paulo André.

Aline Lopes do G1