Segurança: os desafios de se estudar na Unir/Vilhena

2013-07-23T11:02:25+00:0023 julho, 2013|

Alunos do período noturno temem por segurança pela falta de iluminação na Marques Henrique. Há ainda problemas de infra-estrutura e péssimas condições de trafegabilidade para pedestres nas calçadas

Quando chove, água pluvial e terra se misturam e podem virar um banho de lama para estudantes que trafegam pela Marques Henrique

Quando chove, água pluvial e terra se misturam e podem virar um banho de lama para estudantes que trafegam pela Marques Henrique

[pullquote]Vários estudantes já se depararam, nesse trecho, com animais peçonhentos como cobras e aranhas. [/pullquote]

[dropcap]E[/dropcap]studantes do período noturno da Unir – Universidade Federal de Rondônia – campus de Vilhena, que fazem o percurso até a instituição de ensino superior (IES) a pé, correm riscos diariamente. O trecho da avenida Marques Henrique, à altura da ponte que atravessa córrego Pires de Sá, é precariamente iluminado, quando não fica totalmente no escuro. Há riscos de assaltos e agressões. Estudantes do sexo feminino levam em conta, além disso, o risco de agressões sexuais.

A opinião dos estudantes do campus ouvidos por essa reportagem é unânime: todos querem que a prefeitura atue promovendo a iluminação do trecho e forçando os proprietários dos terrenos dos jardins Universitário e Social a manterem seus imóveis capinados.

Os acadêmicos apontam ainda as precárias condições de trafegabilidade para pedestres nesse trecho da Marques Henrique. O mato invade as calçadas, o escoamento de água pluvial é precário – quando chove água e terra transforma-se em muita lama que, com a passagem de carros, acaba por ser jorrada nos transeuntes.

No momento há iluminação, mas a comunidade acadêmica solicita à Eletrobrás Distribuição Rondônia (antiga Ceron) que acompanhe o problema, visto que a ocorrência é constante. Há também reivindicação de policiamento no horário de saída dos estudantes da universidade.

O mato invade a calçada, forçando os alunos a disputarem espaços com carros no asfalto e expondo-os aos riscos de animas peçonhentos

O mato invade a calçada, forçando os alunos a disputarem espaços com carros no asfalto e expondo-os aos riscos de animas peçonhentos

“Tenho medo, mas tenho que ir, é o meu trajeto” diz Glenda Isllossy Leocádia, 23 anos, estudante de Jornalismo que conta os perigos que já passou indo à universidade. Ela diz que já viu cobras e aranhas no local. A jovem relata que na época de chuva já tomou banho de lama jogada pelos carros que transitam em alta velocidade. Outro problema relatado pela estudante é a falta de poda das árvores. Os galhos muito baixos impedem a passagem dos pedestres, obrigando-os a caminhar pela pista dos carros.

Já Fernando Henrique Araujo Oliveira, 21 anos, também estudante de Jornalismo, ressalta que se sente indefeso até porque já passou pela traumática experiência de ser assaltado, não ali, mas em outra cidade, e tem medo que o episódio se repita. “O que mais me preocupa é a escuridão” comentou.

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[tab title=”Especial para o Rondônia Em Pauta”]Por Natália Azevedo[/tab]
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