“Sem quebra-mola já andavam a 120km/h. Imagina sem”, desabafou um empresário da Av. Melvin Jones. Cada quebra-mola custou em torno de R$2 mil.

Quebra-mola na Av. Melvin Jones

Quebra-mola na Av. Melvin Jones

[dropcap]O[/dropcap] prazo do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) emitido pelo Ministério Público (MP) de Vilhena, em junho de 2012, para que a prefeitura fizesse readequação dos 83 quebra-molas e a retirada das tachas das vias públicas terminou em fevereiro deste ano, mas a Prefeitura conseguiu adiar o prazo. De acordo com o promotor responsável pelo processo, Pablo Hernandez, a medida foi tomada após o MP detectar que a maioria dos redutores de velocidade tinha sido instalada em locais impróprios.

As irregularidades foram detectadas por um engenheiro de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). De acordo com a vistoria, a maioria dos quebra-molas estava localizada a menos de 15 metros de cruzamentos, o que não é permitido por lei. O TAC também pedia que a Semtran adequasse a altura e a largura dos quebra-molas. Em alguns casos foi feito pedido de readequação ou a inserção de qualquer outro tipo de sinalização na via pública.

Quebra-mola na Av. Curitiba estava a menos de 15 metros da esquina

Quebra-mola na Av. Curitiba estava a menos de 15 metros da esquina

Em relação ao TAC, o secretário de Trânsito Marcos Zola, afirmou que a secretaria precisa adequar 14 quebra-molas. “A gente conseguiu adiar o prazo que vence hoje. Demoramos porque estávamos esperando chegar todo o material. Hoje estamos retirando, mas semana que vem vamos repor. Têm quebra-molas com mais de 30 anos, quando não havia a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regularizando os redutores de velocidade. O regulamento saiu em 2002. Por mim, os quebra-molas não seriam retirados”, explica Zola.

Estão sendo retirados os quebra-molas das avenidas Melvin Jones, Curitiba, Celso Mazutti (em frente à IVECO), Av. 30, Alfredo Fontineli, entre outros.

“Sem quebra-mola já andavam a 120km/h. Imagina sem”, desabafou o empresário da Auto Elétrica Pitti, da Av. Melvin Jones. Cada quebra-mola custou em torno de R$2 mil.

Em 2012, uma mulher de 27 anos sofreu um acidente de motocicleta no momento em que passava por um quebra-molas, na Avenida Marechal Rondon, no Centro de Vilhena. A jovem teve traumatismo craniano. Na época, as investigações apontaram que o redutor de velocidade estava fora dos padrões exigidos pelo código de trânsito.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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