Servidores estaduais em greve fazem manifestação em Vilhena

2013-05-23T21:11:47+00:0023 maio, 2013|

Mais de uma centena de servidores da educação, Justiça, polícia civil e agentes penitenciários realizaram uma marcha e um “apitaço” na Avenida Major Amarante, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os problemas vividos pelas categorias em greve

Greve-Quinta-(2)[dropcap]U[/dropcap]ma grande passeata tomou conta da avenida Major Amarante hoje, no centro de Vilhena. A manifestação reuniu centenas de servidores públicos estaduais em greve, sendo eles pertencentes a quatro categorias: Poder Judiciário, trabalhadores em educação, policiais civis e agentes penitenciários. O movimento aconteceu simultaneamente em várias cidades rondonienses, principalmente na Capital, Porto Velho, onde milhares de servidores participaram.

         Na quarta-feira (22), atendendo a uma liminar impetrada pelo governo do Estado, o desembargador Oudivanil de Marins considerou a greve dos policiais civis ilegal e determinou a volta imediata dos servidores ao trabalho. A desobediência à determinação judicial será penalizada com multa de R$ 50 mil diários imputada ao sindicato que representa a categoria.

         De acordo com o policial civil José Dorival, delegado do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Rondônia (SINSEPOL), ainda hoje, após a passeata com apitaço que tomou a principal avenida de Vilhena, os servidores se reunirão para deliberar sobre a liminar obtida pelo governo contra a greve. Dorival informou ainda que a assessoria jurídica do sindicato está tentando derrubar a liminar na Justiça.

 Greve-Quinta-(1)        A greve dos policiais civis começou em novembro do ano passado. O governo, na ocasião, solicitou que os grevistas retomassem suas atividades e dessem um prazo de 120 dias para que o Estado analisasse as demandas dos trabalhadores. Findado esse prazo, o governo pediu prorrogação de 14 dias no prazo, que foi concedido. Findado o novo prazo, o governo dialogou por dois dias e, em seguida, decidiu esvaziar as negociações unilateralmente. No dia 16 de maio, os policiais civis decidiram retomar a greve iniciada em novembro de 2012.

         Dorival informou que o sindicato está observando as determinações legais, ou seja, está mantendo 70% do efetivo policial em atividade. A categoria reivindica basicamente que o governo reveja o Plano de Cargos, Carreira e Salários da categoria.

         O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário no Estado de Rondônia (SINJUR) protesta contra decisão judicial que determinou a volta ao  trabalho de 100 dos servidores que ocupam funções gratificadas e de 50% do restante do efetivo. Dessa forma, no Fórum de Vilhena, cerca de 72% da categoria está trabalhando, ficando apenas 28% em greve. O sindicato informou que está tentando derrubar a liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso está sob análise da ministra Rosa Weber.

         Os agentes penitenciários estão em “estado de greve”, ou seja, diminuíram a prestação de serviços, mantendo apenas os considerados essenciais, como alimentação e saúde. Desta forma, ficam comprometidos atividades como visitas de familiares e amigos. Os trabalhadores em educação, por sua vez, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO), iniciaram a greve na terça-feira, 21, e trabalham pela adesão integral dos servidores ao movimento paredista. A diretora regional do Cone Sul do sindicato, professora Francisca Diniz de Melo Martins, informou que o movimento está crescendo dia a dia, sendo que agora os professores das séries iniciais do ensino fundamental (de 1 a 4) também estão aderindo. A categoria reivindica 24,7% de reposição salarial.

         As quatro categorias em greve reclamam da impossibilidade de diálogo com o governo, que montou uma “Mesa Estadual de Negociação Permanente” para dialogar com todas as categorias. De acordo com os representantes dos servidores cujas atividades estão paralisadas, o governo fincou o pé na sua posição inicial, de que o Estado não possui caixa para conceder reajustes salarias e que a folha de pagamento encontra-se no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nesses termos, os representantes sindicais afirmam que as greves em andamento não tem prazo para terminar.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da Redação[/tab]
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