Estudantes colocam sementes na reciclagem. Pulseiras devem germinar em 20 dias.

Papéis são reciclados por alunos de escola estadual de Vilhena — Foto: Paula Seixas/Rede Amazônica
Papéis são reciclados por alunos de escola estadual de Vilhena — Foto: Paula Seixas/Rede Amazônica

Uma pulseira de papel que vira flor. Essa é a proposta de alunos da Escola Estadual Álvares de Azevedo, em Vilhena (RO), na região do Cone Sul. Os estudantes fazem reciclagem de papéis com sementes de petúnia. Com isso, eles criam um novo papel que, plantado, vira planta e floresce.

Incomodados com a quantidade de papéis que eram jogados no lixo, professores e alunos pesquisaram e descobriram uma solução ecológica para o problema. Há três meses, eles se organizaram com a direção da escola e começaram a confeccionar papéis germináveis.

Alunos batem papéis em liquidificador industrial — Foto: Paula Seixas/Rede Amazônica
Alunos batem papéis em liquidificador industrial — Foto: Paula Seixas/Rede Amazônica

“A gente coloca caixas nas salas, para os alunos colocarem os papéis que iriam para o lixo. Depois, a gente coloca os papéis de molho na água. Em seguida, colocamos no liquidificador industrial com um pouco mais de água e batemos até virar uma pasta. Após isso, colocamos em uma bacia com água, mexemos, colocamos cola, corante e sementes”, explica a aluna do 9º ano, Amanda Guilhermon.

Os papéis são colocados em uma forma, que fica no sol para secar. Em seguida, o papel é transformado em pulseiras sustentáveis. Elas devem ser molhadas, plantadas em terra fértil, regada todos os dias e, após 20 dias, a semente deve germinar.

Pulseiras germináveis foram distribuídas para motoristas — Foto: Ricardo Araújo/Rede Amazônica
Pulseiras germináveis foram distribuídas para motoristas — Foto: Ricardo Araújo/Rede Amazônica

Na última sexta-feira (5), em um pit stop, os estudantes distribuíram as pulseiras e explicaram para motoristas como plantá-las. O projeto “Escola, Reciclagem e Cidadania”, pretende florescer em vários pontos da cidade.

“É um trabalho em conjunto e o resultado é essa produção voltada para a educação ambiental. E vamos continuar utilizando os papéis reciclados na escola, na produção de convites e certificados”, ressalta a professora de geografia, Silvana Afonso.

Por Eliete Marques e Renato Barros, G1 Vilhena e Cone Sul