O Sintero espera  adesão total em Vilhena. Paralisaram também os trabalhadores em educação de Colorado do Oeste, Pimenteiras do Oeste, Cerejeiras e Cabixi. Corumbiara e Chupinguaia devem aderir ao movimento nas próximas horas

Professora Diniz, presidente do Sintero Cone Sul, espera adesão maciça dos trabalhadores em educação ao movimento grevista

Professora Diniz, presidente do Sintero Cone Sul, espera adesão maciça dos trabalhadores em educação ao movimento grevista

[dropcap]C[/dropcap]omeçou hoje (terça-feira 21) a greve estadual dos trabalhadores em educação. Em Vilhena, onde estão lotados cerca de 1.500 professores estaduais, ainda não foi possível mensurar o tamanho da adesão ao movimento paredista, visto que a greve é visto com reservas pelos servidores em estágio probatório e emergências – estes temem represálias por parte do Estado caso paralisem as atividades. Mesmo entre os servidores estáveis a paralisação não é total, o que é natural em movimentos grevistas – as adesões costumam ocorrer conforme o movimento vai se amadurecendo.

               Os trabalhadores em educação pedem um reajuste de 24,7% e, segundo cálculos do Sindicato da categoria, o número não representaria ganho real, mas apenas reposição de perdas salarias para a inflação  dos últimos anos. O governo se mostra insensível às demandas dos trabalhadores,  sob a alegação de que o Estado  não possui caixa para conceder aumentos salariais, além de que estaria no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina um teto do orçamento das unidades federativas para pagamentos de salários.

Os grevistas rebatem o argumento oficial questionando como que um governo que não tem dinheiro para repor perdas salariais do funcionalismo pode anunciar um “pacotão” de obras no valor de R$ 2 bilhões?

Os grevistas rebatem o argumento oficial questionando como que um governo que não tem dinheiro para repor perdas salariais do funcionalismo pode anunciar um “pacotão” de obras no valor de R$ 2 bilhões?

               Os grevistas rebatem o argumento oficial questionando como que um governo que não tem dinheiro para repor perdas salariais do funcionalismo pode anunciar um “pacotão” de obras no valor de R$ 2 bilhões? Além disso, os servidores questionam também o grande número de servidores comissionados no Estado. Estes, segundo os grevistas, normalmente recebem salários elevados que impactam sobremaneira a folha de pagamento.

                De acordo com informações da diretora regional do Cone Sul do Sintero – Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia –, professora Francisca Diniz de Melo Martins, na quarta-feira (15) 230 professores compareceram à sede do sindicato em Vilhena para debater a possibilidade de adesão  à greve. Dos presentes, houve uma abstenção, nove votos contra e 220 votos a favor da greve. “Como se vê, a greve era desejada pela grande maioria, razão pela qual pensamos que a adesão em Vilhena será maciça”, disse a sindicalista.

                De acordo com Diniz e citando apenas um exemplo, dos 55 professores da escola Zilda da Frota Uchôa, 50 estavam na sede do Sintero, na manhã desta terça-feira, participando das atividades de greve. A atividade no primeiro dia de paralisação é avaliar o movimento por escola para, só então, se ter a exata dimensão da adesão.

                Em nível estadual, o Sintero se esforça para convencer os professores em estágio probatório (recém contratados, em fase de experiência e, portanto, sem estabilidade no emprego) sobre a legalidade da greve mesmo para essa categoria. Em comunicado, o sindicato sustenta que “(…) não existe, seja em legislação federal ou legislação estadual, qualquer vedação ao exercício deste direito a estes servidores. Até porque qualquer medida legal desta natureza afrontaria o inciso VII do artigo 37 da Constituição Federal”.

                Além de avaliações com relatório de cada escola, os grevistas em Vilhena vão deliberar sobre os encaminhamentos da greve. O objetivo, a princípio, é buscar visibilidade para o movimento. “Vamos para as praças, órgãos públicos, ruas etc. Mais para frente vamos montar a nossa caravana rumo a Porto Velho para participarmos do movimento lá na capital”, disse Diniz.

                Na prática, a única proposta do governo até o momento foi a de elevar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor para pagamentos em pecúnia – indenizações aos servidores que não gozaram de suas licenças prêmio. De acordo com Diniz, tem servidores com até cinco licenças prêmios acumuladas. “A estratégia do governo é esperar pela transposição dos servidores do Estado para o quadro federal para  que sobre caixa para aumento de salários. A questão é que os servidores não podem esperar”, finalizou a diretora do Sintero Cone Sul.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da Redação[/tab]
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