Depois de ser declarado “aberto” pela reitora da Unir, Berenice Tourinho, o evento recebeu a sua primeira conferência, onde especialistas discutiras as perspectivas da pós-graduação em Rondônia e no Brasil

[dropcap]O[/dropcap] XVIII SELL – Seminário de Estudos Linguísticos e Literários –, evento realizado pelo Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (DELL) da Unir – Campus de Vilhena, foi oficialmente aberto na manhã de quarta-feira (02), no auditório da Galeria Miragem, pela reitora da Unir, professora-doutora Maria Berenice Alho Tourinho.

            Na mesa, além da reitora, tiveram acento o secretário Municipal de Educação de Vilhena, José Luiz Arrigo; professor-doutor Miguel Ari Teixeira Ott, pró-reitor de Pesquisa da Unir; professora-doutora Milena Magalhães, chefe do DELL; professora-doutora Giséle Manganelli Fernandes, coordenadora da pós-graduação em Letras da Unesp; professora-mestre Gilda Marchetto, coordenadora do XVIII SELL; professora-mestre Loidi Lorenzzi da Silva, diretora do campus da Unir em Vilhena e; pela representante da Seduc em Vilhena, Eliete Kotz.

Platéia - XVIII SELL

Reitora Berenice Tourinho

Reitora Berenice Tourinho

PÓS-GRADUAÇÃO – Depois de declarado aberto pela reitora Berenice Tourinho, o violonista Tércio Santos tocou o Hino Nacional e, em seguida, a palavra foi aberta aos componentes da mesa. A primeira conferência também aconteceu na manhã de quarta-feira. A Drª Rosemar Rosa de Carvalho Brena, da Unesp, e o professor Miguel Ari Ott, discutiram o tema “Os desafios da pós-graduação: experiências e perspectivas”. O debate foi mediado pela professora-doutora Gisléle Manganelli, também da Unesp.

Rosemar Brena - Unesp

Rosemar Brena – Unesp

            Rosemar começou apresentando os números referentes aos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) oferecidos pela Unesp, bem como as condições da universidade paulista. Salientou os vários cursos existentes naquela instituição e a estrutura que os ampara. Após demonstração de dados, a doutora passou a falar dos programas de intercâmbio e de distribuição de bolsas para discentes e docentes, além das estratégias para a excelência e das dificuldades nos vários programas de pós-graduação distribuídos nos 24 campi da Unesp no Estado de São Paulo. Ela destacou também a importância de se aliar agilidade e qualidade na formação acadêmica, embora não concorde com a adoção dessa prática nos cursos de doutorado em áreas como Letras e Linguística e nas Ciências Humanas. “Normalmente, apenas o curso de doutorado leva cinco anos para ser concluído. Aliando-o ao binômio formação rápida/qualidade, o acadêmico o concluiria em três. Porém, não acho isso tão vantajoso, pois é neste momento que ele está adquirindo maturidade intelectual”.

Pró-reitor Ari Miguel Teixeira Ott

Pró-reitor Ari Miguel Teixeira Ott

            O professor Ari Ott, por seu lado, fez uma radiografia do sistema nacional de pós-graduação, onde encontrou diversos gargalos, entre eles, a considerável discrepância na distribuição dos cursos por região. Logo após, passou a avaliar a mesma realidade, porém, na Universidade Federal de Rondônia. Segundo Ott, a Unir enfrenta um sério problema de concentração de cursos de pós-graduação na capital. “Precisamos descentralizar os programas de mestrado, por exemplo, que, em sua esmagadora maioria, estão em Porto Velho”. Atualmente, todos os cursos de pós-graduação da Unir apresentam, de acordo a CAPES, um desempenho razoável, com notas entre 2 e 4 numa escala que varia de 1 a 7.

OS IMPASSES DOS PROGRAMAS DE PESQUISA NA UNIR

Debate no primeiro dia do XVIII SELL levanta algumas questões sobre as dificuldades de se pesquisar na Unir

            Encerrada a primeira conferência do XVIII Seminário de Estudos Linguísticos e Literários da Unir, na manhã desta quarta-feira, 02/10, iniciou-se um debate entre os conferencistas, Drª Rosemar Rosa de Carvalho Brena e o Profº. Dr. Ari Miguel Teixeira Ott, e os espectadores do evento. O principal questionamento partiu da Profª. Drª. Milena Magalhães Guidio, do DELL/VHA. Ela indagou o Pró-reitor de Pós-graduação da Unir, Prof. Dr. Ari Ott, quanto à falta de recursos financeiros e logísticos nos programas de pós-graduação para o amparo de professores/pesquisadores. O Pró-reitor respondeu que, em muitos casos, o governo federal não disponibiliza verbas para essa finalidade. Ele não atribui, porém, o baixo desempenho dos cursos a esse fator. Em sua concepção, o maior obstáculo talvez seja certo descomprometimento do corpo docente com os objetivos a serem atingidos e cita um exemplo: “Participamos, em Porto Velho, de um programa que obtinha nota 3. Depois que conseguimos compor um quadro em que os professores e pesquisadores entregaram-se ‘com a alma’ às atividades do grupo, obtemos a nota 4”. E complementou: “Em situações como esta, me vem à memória uma citação de John Kennedy: ‘Não perguntes o que a América pode fazer por você e sim o que tu podes fazer pela América’”.

            A professora discordou, dizendo que a justificativa era inoportuna, sendo que ela própria dispensa um esforço desumano para cumprir com atividades que lhe são conferidas: “Não se deve dizer essas palavras, da forma com que foram ditas, para alguém que passou a madrugada produzindo um artigo e que chega a trabalhar 20 horas por dia, em função do Departamento”.

            Ari Miguel Teixeira Ott, da Unir de Porto Velho, concluiu que as áreas voltadas para a pesquisa estão fragmentadas: “Os pesquisadores não conseguem se unir. Isso, em certa medida, dificulta o trabalho”.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]

 Fernando Oliveira

Natália Azevedo

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