Notícia falsa disse o contrário do que realmente acontece: Prefeitura é que luta pela manutenção das aulas na escola

Em relação à notícia falsa que foi noticiada nesta terça-feira, dia 4, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não tem nenhuma intenção de fechar a escola Iquezinha, na Cooperfrutos. Ao contrário, na última semana vários pais procuraram a Prefeitura e a direção da unidade para solicitar seu fechamento e a Semed se posicionou contra, se comprometendo em buscar maneiras de aumentar a quantidade de estudantes na escola que neste ano tem 13 servidores e apenas 34 alunos matriculados, ainda que mais de 50 saiam da comunidade rural que a circunda para estudar na zona urbana.

A Semed revela que em duas reuniões nos últimos 15 dias o tema foi tratado com cerca de cinco famílias que procuraram a Prefeitura solicitando o encerramento das atividades da Iquezinha. “Não há intenção da Semed de fechar a escola. Quando me procuraram, há cerca de duas semanas, eu acalmei os pais e disse que em anos anteriores já foi discutida essa possibilidade, mas que a comunidade não aceitou. Portanto, essa alternativa está descartada pela Prefeitura há bastante tempo”, revela Vivian Repessold, secretária municipal de Educação.

Ela explica ainda que, a pedido dos alunos e de seus pais, a Semed providenciou a instalação de um toldo móvel parafusado na escola para evitar que o sol intenso atrapalhe as aulas. “Fizemos isso no fim do ano agora justamente para dar condições adequadas de estudo em 2020 para todos os alunos de lá. No entanto, ressaltamos que a Prefeitura não pode construir nada permanente lá, pois a área não pertence ao Município e a Semed, assim, é impedida legalmente de edificar qualquer benfeitoria no espaço”, explica Vivian.

Dessa forma, a secretária alerta que qualquer promessa de construções na escola com parquinhos, quadras, refeitórios ou salas de aula são fantasiosas. Localizada a 13 quilômetros do Centro, a escola tem como diretor o professor Joarez Ribeiro, há 30 anos no quadro do Município. Nesta terça-feira, Joarez revelou que a reunião desta segunda-feira foi convocada por ele (conforme foto do aviso em anexo) no fim de semana.

“No sábado e domingo percorri todas as casas dos moradores para deixar o bilhete da reunião. Como está claro, o motivo da reunião era definir o período de estudo dos alunos e não sobre o funcionamento ou não da escola. Na reunião eu disse, e reafirmo, que com o número baixo de alunos a escola é inviável. Por isso, estamos atuando para conseguir que os alunos que estão indo estudar na escola, permaneçam na Iquezinha, que é a escola de Vilhena que tem a maior quantidade de servidores em relação ao de alunos”, conta Joarez.

A fim de aumentar o número de estudantes na escola, os pais decidiram, em acordo com a direção, alterar o horário das aulas para o período vespertino. Joarez garante que essa medida estimulará mais pais a deixarem seus alunos na Iquezinha em vez de encaminharem para a zona urbana, como acontece com cerca de 60% das crianças que moram no setor.

Durante a reunião desta segunda-feira, os pais presentes se mostraram indignados com aqueles que pediram o encerramento das aulas na entidade e elogiaram o ensino prestado pelos profissionais na escola. Uma professora da escola também mostrou insatisfação com as promessas “sem fundamento” que muitos fazem para a escola, “ainda mais quando se promete coisa para criança”.

Semcom