Fundada há 7 anos Biblioteca da UNIR ainda não tem nome

2013-12-04T09:07:13+00:0020 abril, 2013|

DSCN0388[dropcap]E[/dropcap]leições para escolha do nome aconteceram entre os dias 15 a 19 de abril, os participantes concorrem a livros, resultado sai na próxima semana.

[pullquote]Biblioteca e o auditório de videoconferência da Fundação Universidade Federal de Rondônia-UNIR foi inaugurada fevereiro de 2006, porém nunca teve nome[/pullquote]

Uma comissão composta pelo presidente e chefe da biblioteca Luiz Back, tendo como membros o professor Francisco Emanoel da Silveira e o professor e filósofo Ivanor Luiz Guarnieri organizaram o projeto “Um nome para a Biblioteca”. No dia 28 de fevereiro, a comissão se reuniu na biblioteca para conferir os nomes sugeridos. Foram 36 cédulas, 30 delas com os nomes sugeridos e identificados com o nome de quem fez a sugestão e 6 contendo apenas o nome sugerido.

foto-(2)Foram sugeridos os seguintes nomes: Merly Defune Profeta, Maria Cristina França Marchi, Edgar Roquette-Pinto, Paulo Freire, Luiz Carlos Rocha, Zózimo Bulbul, Marechal Rondon, Cecília Meireles e Ler para Viver.

De todos foram classificados os nomes de Merly Defune Profeta, Maria Cristina França Marchi, Edgar Roquete-Pinto, Paulo Freire e Luiz Carlos Rocha.

Alunos votam no Campus da UNIR de Vilhena

Alunos votam no Campus da UNIR de Vilhena

Veja uma breve resenha bibliográfica dos nomes sugeridos:

Edgar Roquette Pinto (1884-1954)

Seu nome está ligado à história de Vilhena e Rondônia pela participação que teve em 1912 nos trabalhos da Missão Rondon. Nesse ano e nessa região estudou os nambiquaras. Os resultados dessas pesquisas foram publicados em seu livro “Rondônia: antropologia etnográfica”, justamente o nome que seria dado ao território em 1956 e atual estado de Rondônia, numa homenagem a Marechal Rondon. Roquette-Pinto formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, trabalhou no Museu Nacional, onde foi professor e mais tarde diretor. Antropólogo, ensaísta, professor, etnólogo. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico, da Academia Brasileira de Ciências, entre outras instituições de renome. (Fonte: texto criado a partir de pesquisa na internet).

Luiz Carlos Rocha

Paulista de Vargem Grande do Sul, nascido em 1929, formado em letras Anglo-germânicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Foi secretário Municipal de Educação em Catanduvas, vereador por uma década e professor no magistério paulista. Estudou Pedagogia na Universidade de Londres “Education in England”, até 1993 havia escrito cinco livros e feito duas traduções do inglês. Em 1987 veio morar em Vilhena. Nesta cidade foi professor da Universidade Federal de Rondônia onde lecionando Filologia e Língua Latina, foi colaborador dos jornais locais, destacando-se pelas crônicas semanais. A contribuição dada pelos trabalhos e pelo conhecimento do Professor Rocha são lembrados pelos que conviveram com ele nos anos iniciais da Universidade Federal em terras vilhenenses. Falecido no final da década de 90. (Fonte: informações colhidas junto aos professores e Rocha, Luiz Carlos. Contos droláticos e crônicas. São Paulo: João Scortecci Editora, 1993).

Maria Cristina França Marchi (1959-2010)

Foi professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia – Campus Porto Velho (1994-2000). Professora do Departamento de Pedagogia, Ciências Contábeis e Letras do Campus de Vilhena (2001-2004). Formada em Psicologia, mestre em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano (USP). Entusiasta na criação de bibliotecas no Município de Vilhena. Até os últimos dias de vida, mesmo fragilizada pela doença sempre se colocou à disposição para ministrar cursos no Campus da UNIR de Vilhena. Liga-se a Biblioteca como incentivadora que foi por sua paixão aos livros. (Fonte: texto criado a partir de informações dadas pela família).

Mérly Deffune Profeta

Nascida em Cambará-PR em 1946, a professora Mérly ficou em Vilhena por um ano em 1983. Em 1985 voltou ao estado de Rondônia, residindo em Porto Velho inicialmente e nesse mesmo ano mudou-se novamente para Vilhena onde morou até sua aposentadoria. Dividida em trabalhos entre Porto Velho e Vilhena, contribuiu para graduação de educadores em especial no Cone Sul do estado de Rondônia. Depois de 37 anos de trabalho retornou a Maringá-PR quando de sua aposentadoria. De seus trabalhos em educação, destaque-se a criação da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, com recursos do IPHAM; a participação na criação da AVEC-Associação Vilhenense de Ensino e Cultura; a participação na criação do campus da UNIR em Vilhena além de ser responsável pela criação e gerenciamento do Abrigo Municipal de Crianças em Situação de Vulnerabilidade. (Fonte: documento gentilmente cedido para consulta pelo Professor Dr. Osvaldo C. Duarte).

Paulo Freire (1921-1997)

O mais aclamado educador brasileiro, reconhecido internacionalmente pelo seu método de alfabetização e por sua ação na educação popular, o qual visa desenvolver a escolarização sem perder de vista o caráter político, ou de consciência política no e do educando. O professor Paulo Freire, que chegou a passar por grave dificuldade econômica em sua infância, ao longo de sua carreira foi homenageado com mais de 40 títulos de “doutor honoris causa” atribuído por grandes universidades como Harvard dos EUA e Oxford e Cambridge na Inglaterra. Eleito “Patrono da Educação Brasileira”, por seu trabalho e pela extensão de suas ideias espalhadas me quatro dezenas de obras. (Fonte: texto criado a partir de pesquisa na internet)

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[tab title=”Rondônia em pauta”]Autor e fotos: Hernán Lagos[/tab]
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Um comentario

  1. Francisco Emanoel Silveira 20 abril, 2013 at 11:56 am

    Com a participação efetiva do professor Ivanor Luiz Guarnieri e o Chefe da Biblioteca Luiz Back iremos mudar esta situação e principalmente com a participação de todos os acadêmicos. Convido a comunidade acadêmica a participar deste momento histórico de nossa Universidade, na segunda feira a urna estará o dia inteiro na propria biblioteca a disposição para quem ainda não votou. Pariticipe e venha dá um nome para nossa biblioteca.

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