Mestre em ciências da linguagem, moradora de Vilhena, ministra oficina em Fórum Municipal de Educação

Como você aprende? Como você reconhece suas habilidades e potencialidades de seu aluno? Como acolher e contribuir na vida escolar em classes heterogêneas, sem rótulos? Estas foram propostas ministradas em oficina no Fórum Municipal de Educação, na tarde dessa terça-feira, 23, nas dependências da FIMCA Vilhena (Faculdades Integradas Aparício Carvalho).

“Cada um tem um jeito peculiar de aprendizagem. Muitas habilidades passam despercebidas por não englobar habilidades privilegiadas no atual sistema educacional, comumente sendo as mais reconhecidas: o auditivo e o visual. Assim, não são vistos nas áreas de seus interesses. Mas, além disso, não distinguir como eu aprendo: sendo pela cinestesia, auditivo, visual… Como vou ver isso nos meus alunos? Além de propor autoconhecimento, apresentei aos professores outro ângulo de ver este aluno. Não deveria o comportamento de ‘desinteresse’, ‘descuido’ e ‘mundo da lua’ implicar eu afirmar que uma criança não tem habilidades e não é habilidosa em algo”, explicou Sueli Martins.

Martins que é mestre em ciências da linguagem, terapeuta internacional e moradora de Vilhena agradeceu a oportunidade de colaborar com o evento organizado pela Prefeitura Municipal. Na oficina apresentou conceitos teóricos e práticos para 45 profissionais da rede municipal de educação: professores, auxiliares de sala e cuidadores de alunos. “Redescobrimos nossos talentos, como aprendemos e como é necessário reconhecermos o jeitinho de nossos alunos pra descobrirmos suas potencialidades. Foi excelente esta oficina”, afirmou Edna Mara Adão, professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE).

“Apliquei testes e apresentei propostas de dinâmicas para que possam observar este nicho que há nas escolas. Como: visual espacial, cinestesia, o auditivo, criativo, produtivo criativo, o matemático, o prático e o que aprende pela síntese. Formas que podemos ver a pessoa, a criança, revelando seu potencial, como ela é! Assim, sermos contribuição para estes alunos sem que sejam rotulados, às vezes, inclusive, medicados por nāo reconhecermos a programação dessas crianças em um sistema educacional falido”, enfatizou Martins.

“As dinâmicas na oficina revelaram a importância de conhecermos os nossos alunos, o que gostam e suas afinidades, sem julgamentos. Foi ótimo!” contou a professora Marilei Kaufman.

Texto e fotos: ASSESSORIA