Decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira, 15, na sede do Sintero de Vilhena e das outras 10 Regionais e subsedes do Sintero de forma simultânea. A greve continuará por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 21 de maio. Só em Vilhena são cerca de 1.500 trabalhadores  e cerca de 3.000 em todo o Cone Sul lotados no Estado

Professora Francisca Diniz, diretora regional do Cone Sul do Sintero (Foto: Hernán Lagos)

Professora Francisca Diniz, diretora regional do Cone Sul do Sintero (Foto: Hernán Lagos)

[pullquote]A paralisação das atividades é um protesto da categoria contra o anúncio feito pelo governo do Estado de que não haverá reposição salarial neste ano, e contra a falta de resposta do Executivo estadual à pauta de reivindicações de 2013[/pullquote]

[dropcap]D[/dropcap]esde o início do ano o Sintero vem tentando negociar com o governo o atendimento da pauta que contém, entre outras reivindicações, a reposição de perdas salariais, o cumprimento da lei do Plano de Carreira e a retomada do pagamento da Licença Prêmio em pecúnia, além da regulamentação da Lei estadual dos precatórios. No dia 23 de abril foi realizada uma paralisação de três dias a nível nacional.

O Sintero também cobra do governo a regularização dos servidores que trabalham nos distritos da Ponta do Abunã, que eram do Estado do Acre, mas foram absorvidos por Rondônia com o fim do litígio na região.

Praticamente não houve negociação. No início do ano letivo de 2013 o Sintero tentou estabelecer um diálogo com o governo. Os integrantes da MENP – Mesa de Negociação Permanente, até receberam a direção do sindicato, mas apenas para ouvir as reivindicações e dizer que o governo não tem recursos.

O Sintero mostrou que é possível atender às principais reivindicações utilizando recursos dos 25% constitucionais destinados à educação. O governo pediu prazo até o dia 14 de maio para analisar a situação.

Na tarde de terça-feira, dia 14, o secretário de Estado da Administração, Rui Vieira, representando a MENP, se reuniu com a direção do Sintero, oportunidade em que reiterou por escrito o posicionamento do governo acerca das reivindicações. Oficializou o anúncio feito anteriormente, de que não haverá reajuste salarial.

A resposta do governo foi apresentada aos trabalhadores em assembleias realizadas simultaneamente em todas as sedes das 11 Regionais e nas subregionais. Diante da falta de uma resposta consistente, os trabalhadores em educação estaduais, quase que por unanimidade, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 21 de maio.

No início da tarde desta quarta-feira a secretária de Estado da Educação convidou a direção do Sintero para uma reunião de urgência. A expectativa era de que a secretária pudesse ter uma proposta que atendesse pelo menos em parte as reivindicações. Mas isso não aconteceu e a secretária queria apenas pedir para que não houvesse greve.

O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, disse que os trabalhadores em educação estaduais estão no limite da insatisfação e da revolta, visto que o governo não cumpriu todos os compromissos assumidos durante a greve do ano passado, o que tem causado prejuízos à categoria.

Com a aprovação da greve os trabalhadores iniciam nesta quinta-feira uma intensa mobilização em todo o Estado visando paralisar todo o sistema educacional estadual.

[tabs]
[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos
Fonte: Sintero[/tab]
[/tabs]

[print-me]