Cerca de 1.500 profissionais em Vilhena e 3.000 em todo Cone Sul de Rondônia podem cruzar os braços a partir da semana que vem

Professora Diniz: "Saímos decepcionados, arrasados da reunião com o governo"

Professora Diniz: “Saímos decepcionados, arrasados da reunião com o governo”

[dropcap]O[/dropcap]s cerca de 1.500 trabalhadores em educação do Estado lotados em Vilhena podem cruzar os braços a partir da semana que vem. A informação é da diretora regional do Cone Sul do Sintero – Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia –, professora Francisca Diniz de Melo Martins. De acordo com Diniz, as 11 regionais e demais subsedes do Sintero realizarão assembleias simultâneas em todo o Estado na tarde desta quarta-feira (15). “As chances de se deflagrar a greve é enorme. Neste caso, ela pode começar já na semana que vem e  por tempo indeterminado”, informou.

Os representantes das regionais do Sintero, juntamente com a direção do sindicato, se reuniram na terça-feira (13) com representantes do governo do Estado, representado pelo secretário de Estado da Administração, Rui Vieira, na Mesa Estadual de Negociação Permanente. A secretária de Estado de Educação, Isabel Luz, não compareceu ao encontro, o que contrariou os sindicalistas.

“Saímos decepcionados, arrasados da reunião”, disse a professora Diniz. Uma extensa pauta de reivindicação foi apresentada ao governo do Estado em dezembro do ano passado. Dentre os pontos, destacam-se a reposição de perdas salarias de 24,7%, pagamento de licenças prêmios em pecúnia e pagamento de precatórios. “A pauta foi simplesmente rejeitada pelo governo”, informou Diniz.

O governo alega que não há recursos para atender as reivindicações das várias categorias que ameaçam entrar em greve. Aponta a desaceleração das obras das usinas do rio Madeira e a crise econômica internacional como responsáveis pela crise financeira pela qual passa o Estado atualmente.

A direção do Sintero apontou que a utilização dos recursos específicos da educação (25% da receita) mais a redução dos cargos comissionados do Estado poderiam gerar receitas suficientes para o atendimento das reivindicações dos trabalhadores.

Se deflagrada hoje, a greve dos trabalhadores em educação podem paralisar as atividades de cerca de 1.500 profissionais em educação em Vilhena e cerca de 3.000 em todo o Cone Sul do Estado. Além desses, estão em vias de deflagração de greve os policiais civis e os agentes penitenciários do Estado.

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[tab title=”Rondônia em Pauta”]Da Redação[/tab]
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