Unir pode se dividir em duas universidade federais

2013-05-27T09:23:54+00:0027 maio, 2013|

A proposta partiu de professores do campus de Ji-Paraná, que consideram que a universidade cresceu além de sua capacidade administrativa e orçamentária, relegando os campi do interior a segundo plano

Sediada em Porto Velho, a Unir demonstra que não têm capacidade operacional e financeiro para administrar seus sete campi no interior, o que está gerando descontentamento em setores da universidade

Sediada em Porto Velho, a Unir demonstra que não têm capacidade operacional e financeira para administrar seus sete campi no interior, o que está gerando descontentamento em setores da universidade

[dropcap]A[/dropcap] criação de uma nova universidade federal em Rondônia está sendo discutido por professores, técnicos administrativos e alunos dos campi da Unir – Universidade Federal de Rondônia – no interior do Estado. A ideia foi levantada por docentes do campus de Ji-paraná, que argumentam que a universidade cresceu além de sua capacidade administrativa e orçamentária, e que a administração superior se ocupa principalmente do campus José Ribeiro Filho, em Porto Velho, relegando os campi do interior a um segundo plano.

                Os professores de Ji-Paraná visitaram outros campi da Unir, onde conversaram com professores e técnicos administrativos, tentando convencê-los da pertinência de se dividir a Federal de Rondônia em duas instituições federais de ensino superior. A proposta é manter a Unir com os campi de Porto Velho, Guajará-Mirim e Ariquemes. As demais unidades – Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena – formariam a nova universidade rondoniense.

             Pela proposta, a nova universidade seria sediada em Ji-Paraná. Os idealizadores do movimento mantiveram reunião também com a comunidade acadêmica do campus de Vilhena. Apresentaram sua proposta, que depois foi discutida internamente. Foi rejeitada.

               Um dos presentes à reunião, professor-doutor Osvaldo Copertino Duarte, lembrou que Vilhena foi o campus pioneiro na ideia de se separar da Unir, formando uma universidade sediada no Cone Sul do Estado. A possibilidade, segundo Duarte, foi prevista no Plano Desenvolvimento Estratégico de 2002 do campus de Vilhena.

               Em reunião, a decisão conjunta da grande maioria dos professores e técnicos vilhenenses foi de rejeitar, a princípio, a proposta de Ji-Paraná,  ao mesmo tempo que se dispôs a levantar a ideia de criação de uma terceira  universidade, essa a ser sediada em Vilhena. “A ideia é perfeitamente viável. Por que não?”, disse, à época, um dos professores presentes à reunião, Marcus Fernando Fiori.

               Professores de Ji-Paraná realizaram uma reunião na cidade. Participaram do encontro representantes de todos os campi da Unir e membros da administração superior da instituição, incluindo a reitora, professora-doutora Berenice Alho Tourinho. Os professores que representaram o campus de Vilhena, Francisco Emanoel Silveira (Departamento de Administração) e Socorro Gomes (Departamento de Letras), reafirmaram a posição do campus de Vilhena de apoiar mas não embarcar no projeto proposto por Ji-Paraná e, ao mesmo tempo, insistir na criação de uma universidade independente no Cone Sul de Rondônia.

               Embora a bandeira tenha sido levantada pelos professores do campus de Ji-Paraná, outras unidades já se posicionaram a favor do projeto, porém reivindicando para si a condição de sede da nova universidade – é o caso de Cacoal e Rolim de Moura –, o que mostra que as negociações serão mais complicadas do que aparentam ser.

               Em jogo, além das motivações operacionais que dificultam a administração dos campi do interior da Unir a partir da capital, está também a criação de uma ampla estrutura administrativa que a nova universidade demandaria, proporcionando um orçamento robusto e vários cargos comissionados, razão pela qual todos os campi aceitam a divisão, desde que sejam eles próprios a sede do empreendimento.

               O caminho para que a divisão da Unir aconteça é longo. Depois de convencer os pares de outros campi e a administração superior, o projeto tem de ser aprovado nos conselhos superiores da Unir – CONSAD (Conselho Superior de Administração) e CONSUN (Conselho Superior Universitário). Uma vez aprovado nessas duas instâncias, nova batalha se inicia, desta vez no MEC – Ministério da Educação –, detentor da chave do cofre que viabilizaria financeiramente o projeto de uma nova universidade em Rondônia. Nessa fase, seria necessário a adesão maciça das forças políticas do Estado em torno do projeto.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”] Autor: Hernan Lagos[/tab]
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