As provas “revelam o desapreço e o desapego do agente (acusado) para com a vida humana, o qual agiu de forma consciente e voluntária, tendo submetido a vítima a intenso sofrimento físico”, ressaltou. 

O agente penitenciário William de Azevedo Teodoro foi condenado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho a 26 anos de reclusão. No júri, ocorrido das 8h às 20h10, de terça-feira, 30, os jurados, por maioria de votos, decidiram que o réu matou por estrangulamento a vítima Maristela Freitas Alves, além de constrangê-la, mediante violência, a praticar conjunção carnal, ou seja, estupro. 

O magistrado José Gonçalves da Silva Filho destacou que a conduta do réu é gravíssima, diante da brutalidade empregada contra a vítima. As provas “revelam o desapreço e o desapego do agente (acusado) para com a vida humana, o qual agiu de forma consciente e voluntária, tendo submetido a vítima a intenso sofrimento físico”, ressaltou. 

O comportamento da vítima não teve contribuição para a prática do crime. Os jurados também consideraram que as circunstâncias do crime foram praticadas contra a mulher por razões da condição de ser do sexo feminino. “Ao matar a vítima, acabou por tirar a vida da mãe de cinco filhos que, a partir daquele momento, se viram desprovidos do convívio com a genitora, de amor e carinho materno, não olvidando, ainda, a própria dependência econômica”, destacou o magistrado.


Segundo consta na denúncia, no dia do fato, William e Maristela estavam em um bar, quando ele ofereceu carona para levá-la à sua casa. No entanto, ele se dirigiu em destino contrário ao endereço da vítima, e a levou para um balneário, onde cometeu o crime de homicídio, diante da recusa de Maristela em manter relações sexuais.

Assessoria de Comunicação Institucional