Motivo seria superfaturamento no contrato com empresas de informática entre 2009 e 2016. Prejuízos aos cofres públicos, contabilizados pelo MP, chegam a quase R$ 1 mi.

Pelo menos três empresas que prestaram serviço à Câmara estariam envolvidas no superfaturamento.  — Foto: Eliete Marques/ Arquivo/G1
Pelo menos três empresas que prestaram serviço à Câmara estariam envolvidas no superfaturamento. — Foto: Eliete Marques/ Arquivo/G1

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) ingressou com uma ação civil pública contra ex-vereadores de Vilhena (RO), no Cone Sul, por irregularidades na contratação de empresas que prestavam serviço de informática na Câmara de Vereadores entre os anos de 2009 e 2016. O prejuízo aos cofres públicos, contabilizado pelo MP, é de quase R$ 1 milhão.

Uma das irregularidades apuradas durante as investigações foi o direcionamento no processo de licitação, fazendo com que empresas, previamente determinadas, fossem vencedoras. Segundo as investigações, uma empresa teria como procurador uma pessoa que ocupava cargo na prefeitura de Vilhena.

O promotor de Justiça Fernando Franco Assunção conta que o Ministério Público iniciou as investigações em 2016 após uma denúncia.

“Essa denúncia anônima narrava suspeita de superfaturamento e inexecução contratual no serviço de informática prestado por uma empresa a Câmara de Vereadores de Vilhena. Inclusive haveria uma incongruência com a quantidade de computadores que deveriam ser objeto de manutenção por parte dessa empresa”, explica o promotor.

Pelo menos três empresas que prestaram serviço à Câmara estariam envolvidas no superfaturamento.

São réus no caso de improbidade administrativa 51 pessoas, incluindo os ex-vereadores Carmozino Alves, Marcos Cabeludo, Wanderlei Graebin e Junior Donadon. Todos ocupavam cargo de presidente na época das irregularidades.

O Ministério Público pede a devolução do valor de R$ 995 mil aos cofres públicos e o pagamento de uma multa civil no mesmo valor.

Rede Amazônica tentou contato com a defesa dos ex-vereadores citados. A defesa de Junior Donadon informou que só irá se manifestar após ser notificado sobre a ação civil pública. Não foi possível contato com os demais investigados.

Confira a denúncia na íntegra:

Por Rede Amazônica