O deputado eleito Lúcio Mosquini (PMDB), que é engenheiro, foi diretor do Departamento de Estradas de Rondônia. Ele deixou o cargo para concorrer à vaga de deputado, em 3 de junho

mosquinitesta[dropcap]U[/dropcap]m prefeito e um deputado federal eleito foram detidos nesta quarta-feira (3), em Rondônia, sob suspeita de fraudarem licitações públicas, em uma operação do Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual. Outras 12 pessoas foram detidas.

O deputado eleito Lúcio Mosquini (PMDB), que é engenheiro, foi diretor do Departamento de Estradas de Rondônia. Ele deixou o cargo para concorrer à vaga de deputado, em 3 de junho.

Antes disso, prestou serviços para a construtora Instaladora Rondonorte, de propriedade do prefeito de Ouro Preto do Oeste (RO), Alex Testoni (PSD), que integra o consórcio suspeito de fraude.

Segundo a promotoria, a fraude foi descoberta durante investigação na obra do Espaço Alternativo, uma área de lazer em construção entre as pistas de uma importante avenida de Porto Velho, contratada pelo DER. O Consórcio de Obras Centro Oeste, que venceu a licitação, receberia cerca de R$ 22 milhões pelo serviço.

[pullquote]Em outubro, o Tribunal de Contas obrigou o Estado a suspender o pagamento da obra, mas R$ 9 milhões já haviam sido pagos. O valor desviado pela quadrilha não foi divulgado.[/pullquote]

A Polícia Rodoviária Federal e o Comando de Operações Especiais da Polícia Militar cumpriram ainda 33 mandados de busca e apreensão na residência dos suspeitos e na sede de quatro construtoras, nas cidades de Ariquemes, Jarú, Ouro Preto do Oeste e Ji-Paraná.

Em nota, a assessoria de Mosquini disse que ele está “surpreso” com a operação, batizada de Ludus, e que seus advogados buscam informações para pedir um habeas corpus para ele na Justiça.

“Na condição de diretor do DER, Lúcio Mosquini pautou sua gestão na transparência e ações dentro da legalidade”, diz ainda o documento.

Ao sair do IML, onde fez exame de corpo de delito nesta quarta, Testoni falou à imprensa. “Peço ao Judiciário que olhe com carinho as acusações que porventura estejam correndo contra a minha pessoa. Sempre preguei a moralidade com a coisa pública”, disse. Ele afirmou ainda que não “faz parte” do empreendimento Espaço Alternativo.

Autor:  Jairo Barbosa / Folha de S. Paulo