Greve dos servidores do Judiciário entra no terceiro dia

2013-05-21T17:48:09+00:0015 maio, 2013|

Reposição de perdas salarias e mudanças nos horários de trabalho são os pleitos dos servidores. TJ/RO diz que aumento salários depende do Poder Executivo

A greve no Fórum de Vilhena prejudica a tramitação de todos os processos considerados "não urgentes", ou seja, a grande maioria dos cerca de 20 mil processos em tramitação na cidade

A greve no Fórum de Vilhena prejudica a tramitação de todos os processos considerados “não urgentes”, ou seja, a grande maioria dos cerca de 20 mil processos em tramitação na cidade

[dropcap]E[/dropcap]ntrou no terceiro dia a greve dos servidores do Poder Judiciário do Estado de Rondônia. Cerca de 70% das atividades do Tribunal de Justiça (TJ/RO) e dos fóruns estão paralisadas, conforme informou Arijoel Cavalcante dos Santos, diretor administrativo do Sinjur – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário no Estado de Rondônia.

De acordo com Cavalcante, apenas medidas de urgência, como mandatos de segurança, pedidos de liminares, pedidos cautelares, processos relativos a réus presos, entre outras, estão em andamento no fórum de Vilhena. “Todas as demais ações que não são definidas como ‘urgentes’ estão paradas”, informou.

No fórum de Vilhena tramitam cerca de 20 mil processos. O ônus da paralisação para a sociedade é o retardamento da prestação jurisdicional, ou seja, o atraso na apreciação dos processos pelos juízes.

Os servidores do Poder Judiciário reivindicam reposição salarial de 10%, relativo às perdas para a inflação que se acumulam desde 2012 e alteração no horário de trabalho. Atualmente os servidores do Judiciário trabalham das 07h00 às 13h00 e das 16h00 às 18h00. “Reivindicamos que esse turno entre 16h00 e 18h00 não seja obrigatório para todos os servidores, e sim utilizados apenas para plantão”, disse Cavalcante.

As negociações em torno da greve ocorrem entre os grevistas e a presidência do TJ/RO. Os servidores prometem endurecer caso as reivindicações não sejam atendidas. “Estudos do Sinjur apontam que há condições para que o TJ/RO atenda as reivindicações”, disse Arijoel. Entretanto, aos sites de notícias da capital, o presidente do TJ/RO, desembargador Roosevelt Queiroz Costa, declarou que o  atendimento aos pleitos dos servidores depende do Poder Executivo.

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[tab title=”Rondônia em Pauta”]Da Redação[/tab]
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