Dentre as instituições beneficiadas com recursos das penas pecuniárias repassadas pela Vepema, Vara de penas alternativas, uma se destaca pelo trabalho longevo e dedicado ao próximo. Trata-se do hospital Santa Marcelina, uma referência no tratamento de hanseníase e confecção de órteses e próteses, saúde auditiva e visual.  

Inaugurado em 13 de setembro de 1954, no km 17 da BR 364, antigo território federal do Guaporé, Estado de Rondônia, a “Colônia Jayme Abem Athar” tinha por finalidade segregar portadores de hanseníase. Em 1975, as Irmãs Marcelinas assumiram a administração e o desafio de um novo campo de trabalho. Os doentes passaram a ser tratados com dignidade. Com 57 anos de atuação, a ex-colônia se transformou no Hospital Santa Marcelina, construído numa área de 300 hectares.

Os dois projetos mais recentes, beneficiados com recursos repassados pelo judiciário, permitiram a aquisição de macas especializadas utilizadas por pacientes especiais e UTI, além de material de papelaria e expediente para o hospital. Esse último foi uma importante contribuição para adequar a unidade às exigências do SUS.

“Temos uma excelente parceria com a Vepema, que faz essa destinação de recursos. Procuramos sempre manter as portas abertas, apresentando os projetos e prestando contas quando recebemos o repasse. Procuramos não exagerar nos pedidos porque sabemos que não somos os únicos que precisamos”, explica a irmã Lina Ambiel, diretora do hospital.

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 Os dois projetos mais recentes beneficiados com recursos repassados pelo judiciário foram para adquirir macas especializadas para pacientes especiais e da UTI e material de papelaria e expediente para o hospital, esse último, uma importante contribuição para adequar a unidade às exigências do SUS.

“Temos uma excelente parceria com a Vepema, que faz essa destinação de recursos. Procuramos sempre manter as portas abertas, apresentando os projetos, e, quando recebemos o repasse, prestamos conta. Procuramos não exagerar nos pedidos porque sabemos que não somos os únicos que precisamos”, explica a irmã Lina Biel, diretora do hospital.

Visita de magistrados

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Walter Waltenberg, para uma visita especial, em setembro. “Conheço esse trabalho há mais de vinte anos e tenho uma admiração imensa. Tudo é feito com muita competência e dedicação, mas o amor e o carinho são muito presentes também. As Irmãs Marcelinas são verdadeiras empreendedoras, que dão muito orgulho pelas atividades que desenvolvem aqui. São pessoas honradíssimas e bem-intencionadas. Esse trabalho merece o apoio e a dedicação de toda a população do estado e do país”, destacou o magistrado.

Os juízes Úrsula Gonçalves e Edenir Albuquerque, também acompanharam a visita às oficinas de próteses, um trabalho feito sob medida para os pacientes. Dentre as diversas salas e equipamentos utilizados para confeccionar cada peça, a que mais impressionou os juízes foi a impressora em 3D utilizada para produzir braços e mãos que podem melhorar a autonomia dos pacientes, já que tem como características a possibilidade de movimentos e articulações.

“O Hospital Santa Marcelina é referência em diversos campos, principalmente a hanseníase, que é o foco principal desde o início, mas na área de órteses e próteses, agora com a tecnologia de impressão 3D, é um trabalho revolucionário dentro do hospital e na vida dos pacientes. Isso para nós é motivo de grande orgulho”, salientou Waltenberg.

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Depois de visitar as oficinas e as dependências do hospital, os magistrados foram convidados para um café da tarde, como forma de agradecimento à parceria. Na ocasião, foi exibido um vídeo sobre a instituição e apresentações musicais, além das manifestações de gratidão e reconhecimento pela importante ajuda.

Outro aspecto observado pelos visitantes foi a exposição de produtos confeccionados pelos acompanhantes de pacientes, que também recebem capacitações diversas para complementar a renda e ajudar em momentos de dificuldade financeira, outra qualidade da instituição, que procura ter um olhar amplo sobre o ser humano. “Sempre tivemos vontade de convidar os magistrados, porque sabemos que eles se movimentam muito, mudam de lugar de trabalho. Consideramos importante que todos conheçam essa obra e se voltem um pouco mais para o outro”, finalizou irmã Lina.

Assessoria de Comunicação Institucional