O Ministério Público de Rondônia realizou na última semana, no Município de Cacoal, reunião com representantes do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), da Comissão Pastoral da Terra e de movimentos que representam pequenos agricultores para discutir a criação do Fórum Estadual de Combate aos Impactos Causados pelo Uso de Agrotóxico.

O encontro, ocorrido no último dia 22, foi coordenado pela Promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, e registrou o interesse e urgência dos participantes em articular a implementação de um organismo que promova a agroecologia como modelo de produção de alimentos.

A reunião ocorreu diante de várias denúncias que versam sobre a venda ilegal de defensivos na cidade, intoxicações por pulverizações aéreas, contaminações de água, produção de soja sem controle, entre outros problemas causados por agroquímicos.

Na reunião, integrantes do IFRO falaram do interesse acadêmico na discussão do tema, destacando o direito do cidadão ao consumo de alimentos livres de agrotóxicos e, ainda, de métodos de cultivo baseados na não utilização desses produtos.

O Movimento de Pequenos Agricultores informou fazer parte de uma mobilização pelo não uso de agroquímicos, um trabalho de caráter educativo voltado para assentamentos, pequenas propriedades, que, inclusive, conta com o apoio da Comissão Pastoral da Terra.

Como resultado das exposições dos participantes, foi definida, ao final da reunião, a realização de evento, no mês de julho,  em que seja realizada uma apresentação do cenário estadual com relação aos agrotóxicos, por representantes do Idaron ou Vigilância Sanitária, a fim de dar continuidade à articulação para a criação do Fórum Estadual de Combate aos Impactos Causados pelo Uso de Agrotóxico.

Participaram do encontro, as professoras Shelly Braum e Maria Cristina de Freitas da Costa, do IFRO; Ana Isabel de Magalhães Ramalho; do Movimento de Pequenos Agricultores, e, ainda, Afonso Maria das Chagas, da Comissão Pastoral da Terra.


Ascom MPRO