Operação Luminus: esquema de roubalheira na EMDUR envolveu dezenas de pessoas. CONFIRA

2013-04-09T12:29:40+00:0009 abril, 2013|

luminus2[pullquote]Oficialmente, por meio de um relatório, o então prefeito Roberto Sobrinho (PT) ficou sabendo da roubalheira na Emdur ainda em 2009, mas fez vista grossa.[/pullquote]

[dropcap]S[/dropcap]ob a coordenação do Ministério Público de Rondônia, as polícias civil e militar de Rondônia prenderam , na manhã desta terça-feira, em Porto Velho, o ex-prefeito da capital, Roberto Sobrinho (PT), o advogado Mário Sérgio, ex-presidente Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdur), o policial militar Edson Penha Ribeiro Filho; o agente penitenciário Francisco Médici Cavalcante de Souza, o empresário e ex-presidiário Sílvio Jorge Barroso de Souza e o ex-presidente da Emdur Wilson Gomes Lopes.

Eles foram presos pela Operação Luminus acusados,segundo o Ministério Público, de vários crimes, como formação de quadrilha, advocacia administrativa, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos, uso de documento falso, peculato, lavagem dedinheiro, fraude à licitação. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 locais, inclusive no município de Ouro Preto do Oeste, onde os policiais encontraram, na casa de Denise Megumi Yamano, duas caixas de documentos da empresa de Porto Velho. Várias outras medidas judiciais contra dezenas de pessoas foram adotadas.

As investigações do Ministério Público na Emdur começaram com o sumiço de mais de 100 processos de licitação. A partir da apreensão de documentos naquele órgão, o MP constatou inúmeras fraudes envolvendo as mais diferentes pessoas.

Na Emdur, segundo o MP, pagava-se por produtos que nunca eram entregues e por serviços que nunca foram executados.

Oficialmente, por meio de um relatório, o então prefeito Roberto Sobrinho ficou sabendo da roubalheira na Emdur ainda em 2009, mas fez vista grossa.

Havia um contador ( que tinha escritório particular) atuando dentro da Emdur somente arquitetando as fraudes junto com os então dirigentes e servidores.

O dinheiro repassado pela Prefeitura à Emdur em Porto Velho se destinava à modernização do sistema de iluminação pública da capital, mas acabou sendo roubado pela quadrilha. O MP já apurou um desvio de R$ 27 milhões.

O esquema de corrupção não era sofisticado. Em alguns casos, chegava a ser grosseiro. Alguns empresários nem sabiam que suas empresas estavam “disputando” licitação na Emdur, pois seus documentos eram usados de forma indevida. Outros montaram empresas de fachada em nome de laranjas para vender ou prestar serviços à Emdur. Ganhavam licitações forjadas, não faziam nenhum trabalho e recebiam milhões.

Um exemplo: a Emdur comprou sete mil sacos de cimento, pagou o produto mas não recebeu nada; o produto  sequer chegou a entrar na empresa que supostamente faria o fornecimento à Emdur.

Nas sessões de licitações, funcionários da Emdur faziam às vezes de funcionários das empresas envolvidas no esquema, supostamente representando empresas concorrentes, tudo para dar um aspecto de legalidade.

A promiscuidade era tamanha que o então gerente financeiro da Emdur preenchia notas fiscais de fornecedores do próprio punho. Funcionários atestavam o recebimento de material que nunca entrou no almoxarifado. Lâmpadas, fios, postes, nada entrou na Emdur.

Tudo isso aconteceu sem que a Câmara de Vereadores fizesse qualquer fiscalização na empresa.

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[tab title=”Rondônia em pauta”]Da reportagem do Tudorondonia[/tab]
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