abuso-sexualusoDe acordo com a versão da vítima, tal situação ocorreu mais de uma vez e, inclusive, há indícios de que abusava de outras meninas, também menores de idade, tudo na condição de pastor.

[dropcap]É[/dropcap] válida a prisão preventiva daquele que demonstrou, pelo modo que agiu, oferecer periculosidade concreta para a ordem pública, considerando que, aproveitando-se da condição de líder religioso (pastor), bem como da autoridade e influência que exerce sobre a vítima, buscou a vítima em sua própria casa, retirando-a do seio familiar, sob a alegação de que a levaria para igreja, e durante o caminho, desvia a rota e segue para um local ermo, onde a constrange a praticar ato sexual.

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Com esse entendimento, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia negaram, por unanimidade, novo pedido de habeas corpus ao pastor evangélico Curtis Alan Lisboa Garcês, da Igreja Água Viva , preso em flagrante dia 28 de outubro deste ano , na capital, acusado de estuprar uma garota de 14 anos que frequentava a igreja onde Curtis era pastor.

Segundo o processo, o pastor, aproveitando-se da condição de líder religioso, passou a abusar sexualmente da vítima, adolescente, de apenas 14 (quatorze) anos de idade. Sob o argumento de que a levaria para a igreja, buscava a menor em sua própria casa, retirando-a do seio familiar, mas, no meio do caminho, desviava a rota e seguia para um local ermo, oportunidade em que forçava a vítima a manter relações sexuais. De acordo com a versão da vítima, tal situação ocorreu mais de uma vez e, inclusive, há indícios de que abusava de outras meninas, também menores de idade, tudo na condição de pastor da igreja que elas congregavam.

Em seu voto pela manutenção da prisão do pastor, o desembargador Daniel Ribeiro Lagos anotou: “De acordo com o modo que o paciente supostamente praticou o crime de estupro, exercendo grave ameaça, dizendo que mataria a menor se contasse para seus pais, bem como por se aproveitar da condição de pastor e líder religioso, cuja autoridade e poder sob a vítima (adolescente) é significante, entendo que a prisão preventiva deve ser mantida em razão da periculosidade concreta que demonstrou oferecer para a ordem pública, possuindo postura incompatível com o estado de liberdade. Há de se evitar, outrossim, a reiteração criminosa e preservar a instrução criminal, em razão da potencial influência e/ou temor que o paciente pode incutir tanto na vítima como sobre seus familiares”.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Do TudoRondônia[/tab]
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