Estão presos Pedro Teixeira Chaves (superintendente), Osvino Jurazek, Carlos Alberto Machado de França , o empresário José Miguel Morheb e Demerval José de Agnelo.

feudo[dropcap]A[/dropcap] prisão do superintendente do Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae) em Rondônia, Pedro Teixeira Chaves, foi prorrogada por mais cinco dias. Também foram prorrogadas, pelo mesmo período de tempo , as respectivas prisões de Osvino Jurazek, Carlos Alberto Machado de França , o empresário José Miguel Morheb, autor da célebre frase “Propina não é gasto, é investimento”; e Demerval José de Agnelo.

Eles foram  presos  dia 11 (quarta-feira da semana passada) durante a Operação Feudo deflagrada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e as Polícias Civil e Rodoviária Federal. A Operação teve como objetivo desmantelar esquema de corrupção no SEBRAE-RO (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia).

Cerca de 50 agentes, entre policiais e servidores da CGU, cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de bens e afastamento de funções determinados pelo Poder Judiciário do Estado de Rondônia.

A investigação realizada pela força-tarefa composta por membros da CGU e MP-RO, por meio do Centro de Atividades Extrajudiciais (CAEX/GAECO) e 5ª Promotoria de Justiça de Porto Velho, revelou a existência de indícios da prática de crimes de falsidade ideológica, peculato, fraude a licitações e associação criminosa (antigo crime de quadrilha), perpetrados pelos gestores do SEBRAE-RO, empresários e pessoas a eles ligadas.

A associação criminosa desviava dinheiro do SEBRAE através de contratos direcionados para pessoas físicas e jurídicas que deveriam prestar serviços ou vender mercadorias ao órgão. As licitações eram fraudadas para que não houvesse competição real. O esquema era composto por mais de 20 suspeitos e utilizava mais de 10 pessoas jurídicas, entre elas instituições formalmente filantrópicas e empresas, algumas destas fantasmas ou registradas em nome de testas de ferro.

O nome da operação remete ao desvirtuamento de instituição de prestação de serviço social em benefício dos integrantes do esquema. Feudo significa propriedade cedida pelo senhor feudal ao vassalo, em troca da prestação de serviços e rendas, bem como aquilo de que alguém acredita dispor ou de que de fato dispõe de modo total, exclusivo, ou ainda área de influência ou de domínio de alguém.

Da redação do Tudorondonia