Ex-presidentes da República têm direito a veículo oficial; sedãs Honda Civic foram comprados para substituir modelos de 2008

Cegonha com os carrões comprados para os ex-presidentes da República //Divulgação

Veja só na foto o presentão de Natal atrasado que chegou nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. O caminhão-cegonha carregado de sedã de luxo do modelo Honda Civic, avaliados em pouco mais de 100.000 reais cada, fará a alegria dos ex-presidentes da República José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma Rousseff.

É que um decreto obriga os brasileiros a bancarem veículos oficiais aos ex-presidentes em Brasília e em outros estados. Como o governo de Jair Bolsonaro não pensa em revogar a medida — a Presidência ainda paga despesas relacionadas ao abastecimento e manutenção –, o Planalto comprou novos carrões para trocar a frota mais velha dos ex-presidentes, modelo 2008.

Segundo o Planalto, a frota que atualmente atende aos ex-presidentes é composta de veículos próprios e veículos provenientes de um contrato de comodato firmado com a Fiat. A troca da frota própria ocorre porque os carros, já velhos, estariam dando muita manutenção: “Quanto aos veículos de frota própria, alguns foram adquiridos em 2008, tendo, portanto, doze anos de uso ininterruptos. Dessa forma, as falhas mecânicas têm se tornado recorrentes, onerando os custos de manutenção”.

O contrato de comodato com a Fiat termina neste mês e oferecia aos ex-presidentes modelos Fiat Freemont, fabricadas em 2015. “Diante da inexistência de veículos em boas condições para atender aos ex-presidentes, foi instruído processo específico para aquisição de veículos”.

O Planalto ainda informa que “visando a economicidade para a administração, foram adquiridos veículos que não se enquadram na categoria ‘executivo de luxo’, além de ter sido exigido que o fornecedor contratado realize as três primeiras revisões sem nenhum custo para a Presidência da República, tendo sido adquiridos veículos Honda Civic, com valores  praticados no mercado”.

Por Evandro Éboli da Veja.com