Algumas centenas de pessoas se reuniram na tarde deste domingo (17) na Boca Maldita, em Curitiba, para pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O ato, convocado pelos movimentos Curitiba Contra a Corrupção e Brasil Conservador, foi marcado por cartazes contra o Alta Corte, bandeiras verde-amarelas e camisetas pró-Bolsonaro. Dois caminhões com caixa de som, estacionados em frente ao Palácio Avenida e perto da Praça Osório, agitaram os manifestantes. Protestos foram registrados também em outras cidades.

O empresário Joel Resende Júnior pede o impeachment do ministro do STF, Gilmar Mendes.| Foto: Andrea Torrente/Gazeta do Povo.

Entre uma execução do hino nacional e ofensas à esquerda, ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os organizadores divulgaram publicamente, em mais de uma ocasião, os números de telefones dos senadores paranaenses Flávio Arns (Rede) e Oriovisto Guimarães (Podemos) e pediram que os manifestantes enviassem mensagens com o objetivo de pressionar e sensibilizar os políticos com a causa.

A recente derrubada da prisão em segunda instância pelo STF foi só um dos motivos do protesto, segundo os manifestantes. “Vai além daquela decisão porque é uma sequência de tomadas de atitudes que o Supremo tem feito que tem gerado esse descontentamento com o povo brasileiro”, diz o empresário Joel Resende Junior, 53, que segurava um cartaz com a escrita “Procura-se” e a foto de Gilmar Mendes.

Em cima de um dos caminhões havia um boneco inflável de Jair Bolsonaro. Alguns manifestantes carregavam o pixuleco, boneco inflável com o rosto de Lula e uniforme de presidiário. Além de Gilmar, os manifestantes pediram também o impeachment do presidente do STF, Dias Toffoli. “Toffoli não estava na pauta, mas também [entrou] pelas suas atitudes que tem tomado”, afirma Resende.

Os manifestantes saíram em defesa também da Lava Toga e da Lava Jato. “Foi uma brisa de democracia, uma brisa de liberdade, uma brisa de amor ao Brasil”, afirma o advogado Mozart Heitor França, que se diz simpatizante da monarquia e segurava a bandeira monárquica. “Nesses 130 anos da vergonhosa história da República, a Lava Jato restaurou a verdade”, afirma. Por volta das 17 horas, os manifestantes começaram a se dispersar.