Fabiano deu duas versões contraditórias e corda usada para enforcamento de sua esposa Abla Rahal era do seu caminhão, a cena do crime foi alterada para forjar um suicídio, o que dificultou muito a investigação. Entrevista foi dada pelo delegado Fábio Campos

Fabiano Cesar Vergutz na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena (Foto: Hernán Lagos)

Fabiano Cesar Vergutz na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena (Foto: Hernán Lagos)

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[dropcap]O[/dropcap] caminhoneiro Fabiano Cesar Vergutz, de 27 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (3) na transportadora onde trabalha. Pelo seu tamanho, mais de 2 metros de altura, ele poderia tranquilamente ter erguido a vítima para enforcá-la.

Ao ser indagado no dia do homicídio, 27 de abril, Fabiano deu duas versões sobre o ocorrido e atrasou a viagem, segundo ele para tomar café da manhã e ligou de dois celulares diferentes, contradizendo a política da transportadora onde trabalha, a corda usada no enforcamento foi retirada do seu caminhão para descer um fogão, uma mensagem enviada em janeiro por Fabiano no Facebook para Abla dizia: “Você devia se matar logo, porque esse será seu fim”.

dentistaNo dia anterior ao homicídio eles discutiram, o retrato dos dois, quebrado naquela noite, foi encontrado. Num primeiro instante, ele disse à Polícia Militar que dormiu no caminhão e no dia seguinte entrou na casa e viu a esposa dormindo, porém na delegacia ele afirmou que não havia entrado na casa. Naquele dia os policiais ligaram para o pai de Abla e passaram o celular para Fabiano, ele deu a notícia ao próprio pai de sua vítima.

Após sair da transportadora ele ficou no pátio de um posto e ligou para Abla de dois celulares diferentes alegando que não gostava de viajar brigado com ela. O fato contradiz as normas da transportadora onde trabalha, pois ele devia seguir rumo a Porto Velho.

A casa tem cerca elétrica, apesar de não estar funcionando, não há indícios de arrombamento, nem da cerca, nem do portão de ferro, dois cachorros vigilavam a casa.

Essa são as razões dele ser preso pela Polícia Civil, as investigações seguiram até comprovar o crime.

Por Hernán Lagos

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