Caso Abla: mensagens do celular de designer confirmam presença do marido assassino em casa na noite do crime

2013-06-12T10:36:10+00:0012 junho, 2013|

“Fabiano está mandando um abraço”, escreveu Abla no celular às 11h59 na noite da sexta-feira (27) antes dela ser assassinada

Fabiano Cesar Vergutz na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena (Foto: Hernán Lagos)

Fabiano Cesar Vergutz na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena (Foto: Hernán Lagos)

[dropcap]A[/dropcap] perícia que investiga o caso recuperou uma gravação do celular de Abla na tarde desta terça-feira (11), a descoberta foi feita na hora de analisar os dados do aparelho, os detalhes da conversa serão enviados até sexta-feira para o Fórum que encaminhará ao Ministério Público para juntar ao inquérito final do caso que já foi entregue nesta segunda-feira (10).

Na derradeira noite, 27 de maio, da designer Abla Rahal ela estava usando o Facebook no seu celular Smartphone. A conversa, que ficou registrada, era feita com um conhecido do casal: “Fabiano está mandando um abraço”, escreveu Abla, o desconhecido respondeu: “Manda outro para ele”. O registro é mais um indício de que caminhoneiro Fabiano Cesar Vergutz esteve junto com sua vítima na noite anterior ao crime, contradizendo a versão que ele deu à polícia, ele foi preso no dia 3 de junho.

O inquérito enviado ao MP conclui pelo indiciamento de Fabiano pelo homicídio qualificado de Abla e fraude processual por ter alterado a cena do crime forjando um suicídio.

Ao ser indagado no dia do homicídio, 27 de abril, Fabiano deu duas versões sobre o ocorrido e atrasou a viagem, segundo ele para tomar café da manhã e ligou de dois celulares diferentes, contradizendo a política da transportadora onde trabalha, a corda usada no enforcamento foi retirada do seu caminhão para descer um fogão, uma mensagem enviada em janeiro por Fabiano no Facebook para Abla dizia: “Você devia se matar logo, porque esse será seu fim”.

No dia anterior ao homicídio eles discutiram, o retrato dos dois, quebrado naquela noite, foi encontrado. Num primeiro instante, ele disse à Polícia Militar que dormiu no caminhão e no dia seguinte entrou na casa e viu a esposa dormindo, porém na delegacia ele afirmou que não havia entrado na casa. Naquele dia os policiais ligaram para o pai de Abla e passaram o celular para Fabiano, ele deu a notícia ao próprio pai de sua vítima.

Após sair da transportadora ele ficou no pátio de um posto e ligou para Abla de dois celulares diferentes alegando que não gostava de viajar brigado com ela. O fato contradiz as normas da transportadora onde trabalha, pois ele devia seguir rumo a Porto Velho.

A casa tem cerca elétrica, apesar de não estar funcionando, não há indícios de arrombamento, nem da cerca, nem do portão de ferro, dois cachorros vigilavam a casa.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Por Hernán Lagos[/tab]
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