Jovem que disse ter sido estuprada no domingo está sendo investigada

imageSegundo a jovem Bruna, de 22 anos, chegou de Porto Alegre na sexta-feira (24) e ficou alojada numa residência próxima ao SESC-LER, ela não conhece a cidade. Porém, por volta das 20h40 do domingo (26), ela decidiu sair de bicicleta até o Pato Branco para fazer compras.

Em determinado momento, ela atravessou a BR-364 e perguntou para um motorista onde ficava o mercado. Ele indicou a unidade do Centro. Ao seguir, ela percebeu que outro veículo a seguia, em meio à chuva. Cada curva que ela fazia, o carro também fazia.

Ao perceber que o mercado estava fechado, ela decidiu voltar, subindo pela rua Getúlio Vargas, após atravessar a BR-364, ela foi abordada na Av. Celso Mazutti por dois indivíduos que estavam num Gol branco, o mesmo que a perseguia.

O motorista a colocou no banco traseiro e desferiu um golpe na boca dela ameaçando-a: “Se você gritar vou te matar”. O elemento que estava no passageiro só ficava observando enquanto o estuprador o reprendia por não participar do ato. “Você não é homem”, vociferava.

Bruna declarou que não sabia se o estuprador usou preservativo ou não, mas lembra que exalava um forte odor a álcool, usava óculos escuros, bermuda jeans, camiseta regata preta, era branco, magro e alto com aproximadamente 1,80m, tinha cabelo preto liso e aparentava ter entre 25 e 30 anos. Bruna narrou que chegou a morder a mão esquerda dele, onde usava uma aliança de casamento. O comparsa era moreno e usava blusa xadrez.

Após estuprá-la, a deixaram no mesmo local e fugiram desesperados. Bruna disse que conseguiu pedir ajuda e chamar a polícia a quem passou todas as características dos agressores.

Após ser registrado o fato, Bruna passou pela perícia do médico legista. O resultado mostrou que Bruna não apresentava nenhuma lesão nas paredes vaginais, o que descartou a possibilidade de estupro. O Ministério Público já entrou em contato com ela, que será ouvida ainda nesta semana. Se comprovada a farsa, poderá responder pelo processo de comunicação falsa.

Por Hernán Lagos