De acordo com os policiais o Governo do Estado propôs alterações que ao invés de contribuir, atrapalha os PCCS da categoria

Polícia Paralisada (Foto: Lusmar Castro)

Polícia Paralisada (Foto: Lusmar Castro)

[dropcap]A[/dropcap]pós quase cinco meses, a espera de um posicionamento do Governo do Estado em relação aos Planos de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) os policiais civis cansaram de esperar e novamente promoveram uma paralisação para tentar negociar com o Governador Confúcio Moura (PMDB). Segundo os policiais do município de Vilhena, a equipe do executivo teve até esta quarta-feira, 15, para apresentar uma proposta de alteração no Plano, alteração essa que foi feita em “cima da hora” (apresentada no último dia 13 de maio) pela equipe do executivo e não foi aceita pelos servidores.

Segundo os policiais a oferta do Governador é prejudicial aos PCCS, pois não permite que os servidores subam de cargos, por assim dizer, anualmente como vem sendo aplicado nas polícias país afora. Mesmo deixando à disposição do Governo uma equipe de membros da Polícia Civil para eventuais consultas, Confúcio não os procurou e agora tenta negociar com os policiais o fim da manifestação, diferentemente de como foi na primeira greve, deflagrada no final de 2012.

Com a paralisação da Polícia Civil sobe para três o número de órgãos públicos estaduais em greve no estado de Rondônia. Até o momento o Governo do Estado não se prontificou sobre o caso.

 A proposta do Governo é derrubar a Previsão de Progressão

A Previsão de Progressão que os policiais se referem é pautada, grosso modo, na evolução do profissional dentro da sua carreira. Ela é aplicada na Polícia Civil de Rondônia há anos, e basicamente, é uma ferramenta de estímulo para o policial, pois dentro do plano de carreira de seu cargo há um determinado período para que ele chegue ao topo (por assim dizer) da carreira.

Com a Previsão de Progressão, que foi estudada por anos, além de submetida a testes para ser implantada, o profissional ao invés de esperar por duas décadas, por exemplo, para chegar ao topo de suas funções, vai subindo gradativa e anualmente até o cargo mais alto da função para a qual foi designado.

A proposta do Governo do Estado, segundo os policiais de Vilhena, é acabar com este projeto, fato que não foi aceito pela categoria.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da redação[/tab]
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