roubo(3)[pullquote]A gerente da agência do Correios do município de Cujubim (RO) foi presa, na noite de sexta-feira (28), suspeita de forjar um assalto para acobertar um desvio de R$ 300 mil, feito por ela na agência, segundo o boletim de ocorrência. O valor desviado ainda não foi confirmado pela polícia. [/pullquote]
[dropcap]A[/dropcap]o todo sete suspeitos de envolvimento no crime também foram presos e encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Porto Velho e, em seguida, à Penitenciária de Médio Porte (Pandinha). A polícia garantiu que parte do dinheiro foi recuperado, sem informar valores.
Um carteiro da agência, que preferiu não se identificar, contou que ao chegar para trabalhar no início da manhã a senha da gerente já estava digitada no sistema de segurança. “Só precisei apertar pra entrar, nisso a porta abriu e saiu o saldo da agência. Achei estranho, isso nunca tinha acontecido”, relata o funcionário. Segundo ele o saldo registrado no equipamento de segurança era de R$ 300 mil.
Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas afirmaram que um homem invadiu a agência da cidade, por volta das 14h30 de sexta, rendeu o funcionário que estava no caixa e anunciou o assalto. Em depoimento à polícia, o funcionário disse que foi levado para a sala da gerente, onde fica o cofre, e que a gerente também foi rendida. O funcionário relata ainda que, ao entrar na sala, reparou que o cofre já estava aberto e vazio.
Após supostamente recolher o dinheiro, o suspeito saiu da agência e, a poucos metros do local, descartou a bolsa vazia e a faca usada no crime. A Polícia Militar foi acionada pela própria gerente.
Após investigações, a PM localizou o suspeito do suposto roubo à agência. Em depoimento, o homem confessou o crime e contou que, na verdade, tinha sido contratado para fingir o assalto para encobrir o desvio feito pela gerente. O homem receberia R$ 50 mil para forjar a ação.
Ao todo, sete pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime. Segundo a PF, os suspeitos serão indiciados pelos crimes de peculato, comunicação falsa de crime e favorecimento pessoal. A polícia não informou se os envolvidos têm passagem por outros crimes.
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[tab title=”Rondônia em pauta”]Fonte: ARJORE[/tab]
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