laudo

[dropcap]D[/dropcap]ois anos após a morte do servidor da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Moisés Rodrigues, que aconteceu durante uma viagem a trabalho ao distrito de Nazaré, o desaparecimento ainda não foi elucidado pela Polícia Civil do Estado. A primeira versão sobre o caso deduzia que Moisés teria caído no Rio Madeira e se afogado. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Paulo Kakionis, todas as testemunhas já foram ouvidas, inclusive nas localidades próximas a Nazaré, todas as provas possíveis foram colhidas.

A reconstituição foi realizada em fevereiro de 2014, e depois de quase um ano, o laudo ainda não foi concluído. “Nós fazemos o nosso papel, e sempre cobramos celeridade para que possamos concluir o caso, mas está nas mãos da perícia técnica, esse é um laudo bastante minucioso devido a quantidade de pessoas presentes no barco onde o fato aconteceu e a complexidade da história. Eu só posso dizer o que de fato aconteceu quando puder juntar o resultado do laudo com as provas testemunhais já colhidas”, explicou Paulo Kakionis.

O delegado diz que todas as possibilidades estão sendo consideradas. “Não descartamos nada, pode ter sido uma morte acidental, mas também pode ter sido um suicídio ou homicídio. Nós vamos comparar as provas testemunhais com o laudo, vamos ver as contradições, considerar os barulhos, horários, tudo que for importante para resolver esse caso”, concluiu.

O prazo para que a Criminalística entregue um laudo é de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias quantas vezes forem necessárias, e de acordo com o delegado Kakionis, a dificuldade do setor é a falta de peritos para atender à demanda de trabalho.

Entenda o caso

A morte de Moisés Rodrigues, no dia 15 de janeiro de 2013, causou estranheza e teve repercussão pelos questionamentos levantados à época sobre a ligação do fato às denúncias de falcatruas no almoxarifado da Seduc, onde Moisés era lotado.

As denúncias davam conta do sumiço de materiais como televisores, centrais de ar, entre outros. Foi a família do servidor que registrou uma ocorrência de desaparecimento na 1º DP.

Segundo a esposa da vítima, Maria Selma da Costa, e outras três testemunhas, Moisés teria viajado a trabalho e sem diárias por determinação do responsável do almoxarifado da Seduc, que alugou a embarcação. Como não havia diárias, os funcionários teriam sido orientados a pagarem alimentação e hospedagem com o próprio dinheiro, que seriam ressarcidos depois. O corpo de Moisés Rodrigues nunca foi encontrado.

RONDONIAGORA