O não tão estranho sumiço de Confúcio Moura

2013-07-15T08:49:04+00:0015 julho, 2013|Categories: Em foco, Policial, Política|Tags: |

confucioUma dia antes da Polícia Civil de Rondônia deflagrar a maior operação de sua história o governador de Rondônia, Confúcio Ayres Moura simplesmente desapareceu, alegando “motivos pessoais sem ônus para o Estado”. O governador, antes de viajar, fez a transmissão oficial do cargo para seu vice- Aírton Gurgacz, mesmo sendo desnecessário, já que o afastamento seria entre os dias 5 a 12 (sexta-feira última). No dia 4, data da operação, ele ja não estava mais em Rondônia e já estamos no dia 15 e ele ainda não apareceu.

A saída de Confúcio é a comprovação mais que evidente que ele sabia de absolutamente todos os detalhes da Operação Apocalipse, inclusive as repercussões. Ele sabia, por exemplo, que as relações de seu cunhado com o grupo de Fernando da Gata viriam à tona, mas a “família confuciana” está desaparecida. Ninguém ouve uma manifestação sequer sobre o caso, por parte do governo, o que é um disparate. Qualquer pessoa que estivesse ocupando a liderança de um Estado, estaria à frente de uma operação dessa magnitude, inclusive se posicionando a favor de seus policiais e secretários, para dar respaldo a tudo o que vem acontecendo.

O resultado de sua ausência é que o secretário de Defesa tem que ficar, a cada dia, explicando suas ações, o que não aconteceria se a operação não tivesse um viés político tão evidente. Dizer que o governador “não sabia de nada”, que o secretário “só entrou na operação na reta final” é subestimar a inteligência da sociedade e principalmente passar um atestado de incompetência. Se um governador não sabe o que acontece à sua volta, é melhor ele pedir para sair. Se um secretário de segurança não sabe que os delegados estão com uma investigação pesada como essa, há tanto tempo, despendendo recursos pessoais e financeiros, tem alguma coisa muito errada.

Outro ponto que chama a atenção em toda essa investigação, é a ausência de figuras chaves do governo nessa questão. Todos os secretários próximos a Confúcio, como Lúcio Mosquini e Valdo Alves e o próprio Chefe da Casa Civil silenciaram completamente sobre a questão. Ninguém omite opinião, é como se todos estivessem em suspenso, aguardando o que vai acontecer a Marcelo Bessa após os desdobramentos dessa operação. Uma coisa é tão certa quanto a covardia de Confúcio, essa operação está destruindo a vida de muita gente e deverá causar estragos ainda maiores no futuro próximo.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da reportagem de Painel Político[/tab]
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