Assassino furtou veículo, mas se envolveu em acidente

O delegado de Polícia Civil Núbio Lopes de Oliveira realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, 11, nas dependências da Unisp, para fazer pública a conclusão de investigações realizadas.

O crime aconteceu no dia 18 de dezembro de 2018 na estrada LH Eixo 4, onde João Cardoso conhecido como “João Burana”, 59 anos,  foi assassinado com uma facada na nuca.

No dia 15 de dezembro, três dias antes do crime, o assassino João Carlos Velasco Alves, de 21 anos estava no sítio do tio dele “Zezinho”, que tratava como pai. Ele acabava de chegar do Mato Grosso há uma semana onde trabalhava como pintor de residências.

Naquele mesmo dia, o pai de João Carlos recebeu a visita de um casal que deixou o carro na casa para conhecer o lugar.

Aproveitando a ausência do casal, João Carlos pegou o carro e saiu do local. Ao voltar, o casal não viu o veículo e foram até o sítio da vítima João Burana, que informou que havia visto João Carlos saindo com o carro.

O dono do carro andou 17 km a pé até pegar uma carona e chegar à cidade, voltou ao sítio para buscar a esposa, que ligou para o seu celular que havia deixado no carro furtado. A Polícia Rodoviária Federal atendeu e informou que o veículo havia se envolvido em um acidente e havia sido apreendido. O casal registrou um Boletim de Ocorrência de furto contra João Carlos Velasco Alves.

Após o furto do veículo ocorrido no dia 15, João Carlos não retornou para o sítio e “Zezinho”, tio por consanguinidade e “pai de criação”, encontrou João na cidade e pediu para que retornasse para a zona rural em razão do acontecido.

E João retornou ao sítio no dia 18, na parte da manhã, onde permaneceu sozinho e percebeu que no dia que levou o carro, tinha sido avistado por João Burana, percebendo que ele o havia delatado.

 Às 12 horas ligaram e avisaram a Zezinho que o filho tinha esfaqueado João Burana.

No local, Zezinho procurou por João Carlos e não o encontrou, mas percebeu que a churrasqueira estava quente. Finalmente encontraram o corpo na cerca.

João Carlos foi preso no dia 26 de dezembro e alegou à polícia que fez duas diárias para Jõao Buranta e este lhe ofereceu bebida. Ao cobrar a dívida, a vítima o atacou com uma faca e ele se defendeu.

Os policiais descobriram que João Buranta fica muito calmo quando bebe, prestava diárias para os vizinhos e nunca foi visto trabalhando com ninguém, pois não tinha dinheiro para pagar ajudante.

João Carlos achou que João Buranta tinha falado e o delatou. A casa estava revirada. João disse que ele buscou o dinheiro que tinha para receber.

A lesão foi na nuca, facada de cima para baixo que perfurou o pulmão. A polícia concluiu que ele foi lá armado por ter sido dedurado. Apesar de o jovem ser manco conseguiu alcançá-lo.

Da redação do Rondônia em Pauta