Polícia segue com as investigações sobre o assassinato de idosos em Chupinguaia.

Polícia segue com as investigações sobre o assassinato de idosos em Chupinguaia

A Polícia Civil investiga o assassinato de um casal de idosos em uma fazenda da zona rural do distrito do Guaporé, em Chupinguaia (RO), região do Cone Sul. O caso aconteceu na manhã da última segunda-feira (22).

Valdivia Batista de Oliveira, de 62 anos, e Valmir Marques dos Santos, de 68, foram mortos possivelmente a golpes de facão, segundo a corporação. O autor do crime ainda não foi localizado.

Lucineide Gomes de Oliveira, filha de Valdivia, disse à Rede Amazônica não se conformar com o crime. Ela ainda tenta entender o que teria motivado a morte do casal e clamou por Justiça. O padrasto, por exemplo, trabalhava na fazenda há pelo menos 40 anos.

“Matar dois velhos, dois senhores de idade. Um homem que não tinha uma perna. A perna dele era dura. Ele não tinha nem a perna direita. Minha mãe tinha acabado de ter um derrame”, lamentou.

“Eu quero é Justiça”, disse Lucineide Gomes, filha de uma das vítimas.

Conforme o delegado Núbio Lopes, responsável pelas investigações, a polícia deve retornar ao local do crime para coletar mais informações.

No momento, ele informou ainda não ter uma linha de investigação, mas disse que qualquer resposta pode ser dada em 30 dias.

“Todos os elementos de informações estão sendo levantados desde o momento do crime. Com o infrator solto, o prazo é que essa investigação ocorra em 30 dias. Esse prazo pode ser prorrogado a medida que for necessário para a conclusão dos trabalhos policiais”, ressaltou o delegado.

Assassinato em fazenda

As vítimas foram encontradas mortas por um funcionário da fazenda na manhã de segunda-feira. Valmir Marques estava na varanda da residência e apresentava ferimentos pelo corpo. Já Valdivia Batista estava dentro da casa, com ferimento na cabeça.

A polícia se deparou com a casa toda revirada, mas não soube precisar se o crime se caracteriza em latrocínio – roubo seguido de morte.

Após os trabalhos da perícia técnica, os corpos foram liberados e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Vilhena.

Por Mara Carvalho, Rede Amazônica