DSC03557Mais de 50 servidores da Polícia Civil da capital e interior, entre agentes do Serviço de Investigação e Captura (Sevic), delegados e papilocopistas, participaram de palestra com o tema A Papiloscopia Potencializando a Investigação – Utilizando o Sistema Nacional de Investigações Criminais (Sinic), ministrada pelo diretor do Instituto Nacional de Identificação, Brasílio Caldeira Brandt. O evento aconteceu nesta quarta-feira (28), no auditório do Instituto Médico Legal (IML).

O Sinic é uma ferramenta eletrônica utilizada Polícia Federal no combate à criminalidade, que permite, entre outras possibilidades, consulta rápida de informações sobre pessoas que têm problemas com a Justiça. Ele é o maior banco de dados usado pelos profissionais de segurança pública e que está em fase de implantação, também, para utilização da Polícia Civil.

De acordo com o diretor do Instituto Nacional de Identificação, Brasílio Caldeira, o sistema permite uma integração eletrônica de dados criminais dos Tribunais de Justiça dos estados de todo o país. Esse intercâmbio permite que as informações ocorram de forma mais ágil tornando a comunicação mais eficiente.

“Esse serviço dará celeridade às respostas relativas à folha de antecedentes e, por conseguinte, ao juiz, que terá em mãos a certeza em relação à vida criminal da pessoa que está sendo julgada”, explicou Brasílio.

Caldeira menciona ainda que o tempo gasto hoje para a confecção e encaminhamento de uma folha de antecedentes acarreta prejuízos, pois leva uma média de 40 dias de retorno da Polícia Federal para o Judiciário por conta da extensa demanda e número reduzido de servidores.

“Com a implementação do Sinic, não haverá mais a necessidade de ofícios, folhas de antecedentes, entre outros documentos frequentemente solicitados à PF pela Justiça, pois a ferramenta funciona online e em tempo real”, destacou.

Para o  diretor do  Instituto de Identificação Civil e Criminal (IICC) de Rondônia, Luiz Carlos, a polícia ganha  eficiência com o sistema, já que a  ferramenta  vai otimizar  a mão de obra dos papilocopistas lotados no interior.

“ O link vai chegar a cada  delegacia, o que não era permitido no sistema anterior. Esse mesmo sistema, que oferece ainda outras vantagens, também será disponibilizado aos investigadores , tornando possível pesquisar estatísticas, informações criminais de suspeitos dentre outras”, explica o Luiz Carlos.

O presidente da Associação dos Datilocopistas Policiais, Ari Aquino, parabenizou  o conteúdo apresentado aos profissionais da Segurança Pública sobre a interoperabilidade do sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (AFIS) com  o Sinic . “Buscamos reunir o maior número  de papiloscopistas, que são  as pessoas ligadas diretamente na identificação do cidadão, eles terão que absolver esses conhecimentos para que venham operar esse sistema dando uma resposta mais rápida a sociedade”, finalizou.

Fonte
Texto: Márcia Martins
Fotos: Arian Oliveira
Secom – Governo de Rondônia