Carlos dos Anjos foi preso em São Miguel do Guaporé. Segundo a Polícia Civil, suspeito desferiu três facadas na vítima, em um bar de Vilhena.

Carlos estava foragido da Justiça — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O suspeito de matar um servidor da prefeitura, em abril do ano passado, foi preso em São Miguel do Guaporé (RO), nesta semana. De acordo com as investigações da Polícia Civil, Carlos dos Anjos desferiu três facadas na vítima, de 40 anos. O crime aconteceu em um bar de Vilhena (RO).

Carlos estava foragido da Justiça desde maio do ano passado. A Polícia Civil informou que uma denúncia anônima apontou a localização do suspeito. Ele foi preso enquanto trabalhava em uma oficina mecânica e não mostrou resistência. Depois disso, Carlos foi levado para a Cadeia Pública de São Miguel do Guaporé.

A defesa pediu ao Judiciário que mantivesse Carlos no presídio local. Contudo, o juízo da 1ª Vara Criminal determinou a transferência do preso para Vilhena. A advogada Elis Karine Boroviec Ferreira disse que ainda está estudando o caso e não quis se pronunciar sobre o assunto.

Crime

Segundo a Polícia Civil, a vítima e o suspeito eram frequentadores do mesmo bar. No dia do crime, Carlos chegou ao estabelecimento onde a vítima estava ingerindo bebidas alcoólicas e procurou pelo proprietário, para pagar uma dívida.

Com isso, a vítima teria insultado o suspeito. “Carlos teria pagado uma conta atrasada e desde então, a vítima começou a dirigir insultos ao Carlos, dizendo que ele não honrava compromissos, entre outras coisas. Carlos tentou se afastar, mas, segundo testemunhas, a vítima se aproximava e provocava”, explicou o delegado Núbio Lopes de Oliveira, em entrevista no ano passado.

Em seguida, Carlos foi até um açougue e comprou uma faca. Ele voltou ao bar, esfaqueou a vítima e fugiu. O servidor chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu minutos depois de dar entrada no Hospital Regional.

Carlos foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. “A Polícia Civil entendeu que houve desproporção entre o que a vítima cometeu com o que foi praticado contra ela. É incompatível matar alguém por causa de insultos”, enfatizou o delegado na época.

G1 – RO