Marcus Fernando Fiori¹
Fernando Henrique Araujo²

É o cumulo da boçalidade, arrogância e prepotência o prefeito Zé Rover querer indicar ao seu público anestesiado um sucessor.

gustavo-rover[dropcap]L[/dropcap]ula, a nível nacional, é um semi-deus. José Rover, em Vilhena, quer ser um semi-deus. A diferença entre os dois é mínima. Acho que em termos de caráter (ou na falta dele) os dois se igualam, mas em termos de divindade, o Lula, por força da propaganda e da apropriação da máquina estatal, se transformou em um Deus (dos tolos) de fato, mas José Rover, ao contrário do que pensa, não é nem um anjo.

Zé Rover não entende o diferencial básico entre ele e Lula: Lula comanda a gangue do PT nacional. Zé Rover não. Zé Rover, em Vilhena, não passa de uma Dilma Rousseff. É marionete pura e simples nas mãos daquele que, no momento, quer indicar à prefeitura.

Lula está demonstrando ao país o mal que faz a uma nação a falta de alternância no poder. Estamos indo a 16 anos de PT no comando do país. Perdemos o ar, estamos sem oxigênio. Estamos asfixiados. Precisamos de mudança.

Em Vilhena, vamos para oito anos de Zé Rover – um erro que a história vai comprovar. Mas Zé Rover foi oferecido ao público como uma alternativa. Foi aceito, mas não em função de uma árdua análise de suas propostas, dos seus supostos projetos.

A aura de poder que acompanha Zé Rover é extremamente entorpecente. Zé Rover não é um pensador, Zé Rover não é uma figura intelectualmente relevante. Pelo contrário, é provável que um trabalho acadêmico o classifique como um personagem antagônico à democracia, um indivíduo cuja ignorância alheia o alçou à representatividade máxima de um município. A quem de fato Zé Rover representa?

Zé Rover não representa de fato quem, em tese, precisa de uma saída para superar seus problemas sociais básicos, como saúde, emprego, vulnerabilidade à violência e, principalmente, educação. Educação é algo do qual Rover sempre tencionou distanciar-se, tanto individual como coletivamente.

Ter dinheiro não é sinônimo de ser educado e não induz ninguém a pensar em nada além do próprio umbigo. Apenas reforça essas más condutas. Zé Rover formula perguntas que ele mesmo deveria responder. A inteligência dos outros, para Rover e seus discípulos, é uma ameaça. Por quê?

Zé Rover representa apenas um grupo e nada mais do que um grupo. Um grupo ganancioso que está indo com muita sede ao pote. Não se trata de história nova na nova história de Vilhena. A história se repete. O que muda é que os aparelhos de Estado para acompanhar e investigar a roubalheira pública estão melhorando.

Zé Rover era vereador e eu (Marcus Fiori – Professor – Unir) fui entrevistá-lo. Fiz-lhe uma pergunta, e ele me respondeu: “O que você acha que devo responder?”. Esbocei uma resposta e ele disse que poderia mandar aquilo mesmo. Na minha matéria jornalística, ignorei o seu pensamento ausente. Um pensamento sem ideia. Uma ideia sem personagem. Eu não sou ninguém, mas acho que na escala das idéias, a cabeça do Zé Rover é um salão lotado de Zé Ninguém. E nesse ambiente ambíguo, Zé Rover, na sua mediocridade, acaba por ser o personagem principal.

Mas voltando ao tema inicial, é de se esperar que a população de Vilhena, depois de experimentar um pouquinho de Brasil, sinta-se tentado a experimentar o alongamento do governo Rover na cidade. A bem da verdade, seria continuísmo puro e simples. A nossa sorte é que o projeto desses mal feitores não vai vingar. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão aí para nos defender. Não vai dar tempo de eles avançarem em seus planos de poder e enriquecimento. Graças a Deus.

PS. Vocês já viram Vilhena tão cheia de policiais federais e procuradores federais da República? Sejam bem vindos, Irmãos, e façam justiça…

1 MARCUS FERNANDO FIORI é professor do curso de Jornalismo da Unir;
2 FERNANDO HENRIQUE ARAUJO é aluno do curso de jornalismo da Unir.