Depois de falir o Estado, Confúcio agora anuncia cortes de gastos

2013-09-04T09:22:26+00:0003 setembro, 2013|

Governo acaba com a Sepaz, Sead, Secel e unifica Sedes e Seagri. Serão extintos 1.842 CDS e criadas 1.132 funções gratificadas a serem ocupadas por servidores efetivos.

confucio-moura[dropcap]O[/dropcap] governador Confúcio Moura (PMDB) admitiu, nesta terça-feira, que o Estado de Rondônia não tem dinheiro para pagar o décimo terceiro salário dos servidores e os fornecedores, por isso decidiu cortar despesas. Confúcio deu esta declaração minutos depois de anunciar uma série de cortes nos gastos públicos.

Os cortes incluem a redução do número de secretarias estaduais (de 14 para quatro), redução de oito cargos de primeiro escalão nos órgãos a serem extintos ou unificados, criação de 1.132 funções gratificadas a serem ocupadas, obrigatoriamente, por servidores efetivos, mas de livre nomeação do governador; extinção de 1.842 CDS, ou 30 por cento do total existente hoje; redução em 10 por cento do salário do governador , do vice e dos secretários; redução de 20 por cento nos salários dos demais ocupantes de cargos de confiança.

O governador encaminhou para a Assembleia Legislativa projeto de lei complementar com todas estas medidas. O projeto extingue as Secretarias de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) , da Paz (Sepaz) e de Administração (Sead). As Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedes) e Agricultura (Seagri) serão unificadas. A meta de Confúcio é reduzir os gastos em R$ 50 milhões nos próximos doze meses para conseguir pagar a folha salarial, o décimo terceiro e os fornecedores do Estado, que ameaçam suspender serviços como o asfaltamento de ruas no interior do Estado por falta de pagamento. Mesmo tendo anunciado tais medidas faltando pouco mais de um ano para as eleições, Confúcio disse que suas decisões não são eleitoreiras.

TRAIÇÃO AOS SERVIDORES

Eleito graças ao apoio dos servidores públicos, Confúcio hoje é odiado pela categoria, que ameaça seu projeto de reeleição, por isso aproveitou para embutir no projeto algumas medidas que possam melhorar sua imagem junto ao funcionalismo, embora já se saiba que a maioria dos cargos comissionados criados para serem ocupados por funcionários efetivos será, na verdade, ocupada por meio de indicação política, embora o pretendente tenha que ser, necessariamente, servidor efetivo.

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[tab title=”Rondônia Em Pauta”]Da reportagem do Tudorondonia[/tab]
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